Jardins

A beleza das bagas no jardim

Os invernos podem ser frios e longos, mas o seu jardim pode transformar-se num local acolhedor, cheio de cor e de beleza natural. Para criar um cenário encantador em todas as estações do ano, precisa  de escolher as plantas certas. Ficam alguns exemplos de arbustos que, além de produzirem flores na primavera ou verão, se enchem de coloridas bagas no outono, prolongando-se até ao inverno.

Diferentes variedades de nerteras

Nertera

É uma planta herbácea, perene e rasteira. Apesar do seu pequeno porte, estas plantas são mais exigentes em cuidados, mas, assim que começam a produzir bagas, todo o esforço é compensado. Quando adulta, a nertera atinge uma altura de 5-8 centímetros, e um diâmetro de 50 centímetros, o que a torna ideal para colocar em vasos. O seu porte, aliado à intolerância a temperaturas muito baixas ou muito altas, torna estas plantas perfeitamente adaptadas para o interior da casa.

Na primavera surgem pequenas, elegantes e discretas flores brancas com pouca relevância quando comparadas com os pequenos frutos esféricos, de longa duração e de cor brilhantes, que surgem no final do verão. Cor-de-laranja, amarelas ou brancas, as pequenas bagas das nerteras têm um aspeto elegante e decorativo, sendo muito procurada para decorações.

Decore o interior da sua casa com nerteras em vaso

Como cultivar

Ao plantar as nerteras, as condicionantes mais importantes a ter em conta são o tipo de solo e a exposição solar. Estas plantas gostam de solos porosos, mas que tenham uma boa retenção de água, e as suas folhas, diminutas e arredondadas, com um tom de verde claro, são pouco tolerantes à exposição solar direta, devendo ser plantadas em meia sombra ou com luz difusa.

Nandina domestica

Nandina

Originária da China e do Japão, onde é vulgarmente conhecida por bambu- -celestial ou bambu-do-céu. Nestes países, a nandina é plantada no exterior, junto da entrada de casa para que, se acordar a meio da noite com um pesadelo, possa sair e contar o seu sonho ao arbusto, que o protegerá de todo o mal. Apesar de a sua folhagem ser semelhante à do bambu, a nandina é um arbusto muito diferente. As suas folhas são perenes, normalmente de coloração verde, que adquirem um tom avermelhado no inverno, com a chegada das temperaturas baixas. Durante a primavera, a nandina fica repleta de pequenas flores brancas que resultam em frutos vermelhos no verão e outono.

Nandina em flor

Como cultivar

No estado adulto, as nandinas podem atingir dois metros de altura, se plantadas nas suas condições ideais:  solo fértil e rico em matéria orgânica.  As variedades mais pequenas, tais como a “fire power” podem ser plantadas em vaso. Não são muito exigentes no que respeita à exposição solar, no entanto, em pleno sol podem adquirir uma coloração mais intensa, mas também se dão em meia-sombra. Têm elevada resistência às temperaturas baixas.

As bagas das gualtérias permanecem mesmo nos invernos mais rigorosos.

Gaultéria

São pequenos arbustos perenes  de crescimento lento. Atingem o seu máximo esplendor no inverno, quando aparecem pequenas bagas vermelhas, brancas ou rosadas, de longa duração, muito procuradas para arranjos florais. O verão, porém, não lhe fica atrás, altura em que as pequenas flores que antecedem as bagas, surgem elegantes com um formato singelo em branco  ou rosa. Estas plantas podem ser colocadas no jardim, no entanto, como o seu pequeno porte não atinge mais de 30cm de altura, o ideal é colocar as gualtérias em bordaduras ou vasos

Como cultivar

Na altura de plantar, tenha em atenção que estas plantas preferem locais de meia-sombra ou sombra total e que não toleram uma exposição total ao sol. O solo deve ser entre neutro e ácido, sendo necessário corrigir os solos mais alcalinos. A manutenção destas plantas não leva mais do que 15 minutos ao ano, para executar uma pequena poda para manter a forma do arbusto. Toleram bem os invernos rigorosos, e as suas pequenas folhas adquirem o tom avermelhado com a chegada do frio, tornando-as ainda mais atrativas.

Cotoneáster com as suas bagas vermelhas

Cotoneáster

Aquilo que todos procuramos para o nosso jardim, seja ele grande ou pequeno, são plantas atrativas e que exijam pouca manutenção. Os cotoneásteres são tudo isso: fantásticos arbustos, muito ornamentais e de reduzida manutenção. Além disso, possuem uma variedade de portes e formas, para que possa escolher o que melhor se adequa ao seu espaço. Alguns caracterizam-se pelo seu crescimento horizontal, atingindo pouca altura, enquanto outros podem crescer bastante em altura e menos em largura.

O Cotoneaster apiculatus funciona muito bem como cobertura de solo, sendo uma proteção à erosão, especialmente em taludes, enquanto os Cotoneaster lucidus ou Cotoneaster multiflorus atingem cerca de três metros de altura, sendo ideais para sebes. Qualquer variedade de cotoneáster possui um crescimento natural informal, no entanto, todas aceitam muito bem a poda. Apesar da sua versatilidade, os cotoneásteres têm muitos aspetos comuns entre si. Pertencem à família das Rosáceas e podem ser perenes, semi-perenes ou caducos. Os seus ramos são arqueados e as ramificações secundárias são semelhantes a espinhas de peixes. Adquirem mais vida na primavera, quando se enchem de abundantes e pequenas flores brancas ou rosadas, de pétalas singelas e que atraem borboletas para o seu jardim. No verão, surgem os frutos, de cor vermelha e brilhantes, que se mantêm durante todo o inverno.

Cotoneáster em floração.

Como cultivar

Devem ser plantados num local com uma boa exposição solar e com boa drenagem, pois não toleram o encharcamento radicular. É uma planta de crescimento rápido e resistente tanto a verões muito quentes como aos invernos rigorosos. A maioria dos cotoneásteres apenas precisa de uma poda muito ligeira, que pode ser realizada em qualquer altura do ano, para remover ramos velhos, promover o arejamento na planta ou para atingir a forma que pretende.

Pyracantha com as suas bagas em forma de corimbo

Pyracantha

É uma planta arbustiva originária  do Leste europeu e da Ásia, no entanto, é conhecida por todo o mundo pela sua beleza e rusticidade. As pequenas folhas verdes-escuras e brilhantes contrastam com as inúmeras flores brancas que surgem no verão em forma de corimbo. O caule é lenhoso e bastante ramificado e encontra-se coberto por espinhos. No outono, as flores dão lugar a bagas de cor amarela, laranja ou vermelha e que se mantêm durante muitos meses, a não ser que sejam comidas pelos pássaros mais atrevidos. Além de ornamental, esta planta é também extremamente resistente e versátil.

Como cultivar

Pode ser colocada em qualquer local com boa exposição solar e pode ser utilizada como elemento isolado, ou em maciços, criando pequenas manchas verdes salpicadas pelas bagas coloridas ou até mesmo criar sebes, uma vez que pode atingir 2-3 metros de altura. A poda é a única tarefa que a pyracantha exige, caso pretenda uma planta com um aspeto mais compacto, caso contrário, os seus ramos serão longos e pendentes. A flexibilidade destas plantas torna-as fáceis de encaixar em qualquer cantinho ou em qualquer estilo de jardim, não havendo desculpas para não a escolher.

Fotos: Thinkstock

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