Aromáticas e Medicinais

Combata a celulite com a centelha asiática

A centelha asiática é originária da Índia e do Sul dos Estados Unidos da América, mas encontra-se também nas regiões do oceano Índico, de Madagáscar, e na Austrália e na África do Sul.

No nosso país, a centelha asiática é também conhecida por hortelã-brava-Indiana, hidrocotilo ou gotu-cola que corresponde ao nome em inglês. O nome científico é Centella asiatica e pertence à família das Apiáceas ou Compostas.

Esta planta é usada desde sempre na Índia como medicamento usado pela medicina ayurvédica. Está associada a Brahma pois diz-se que aumenta a clareza da mente, ajudando na concentração e na meditação.

Também na China e na Indonésia é utilizada há milhares de anos para tratar variadissímos problemas de saúde. Na China, por sua vez, é usada para tratar febre e problemas respiratórios e é conhecida por luei gong gen. No resto da Ásia é conhecida pela sua eficácia no tratamento de doenças de pele tais como lepra, lúpus, psoríase, eczema, entre outras.

Devido à grande popularidade no Oriente, foi finalmente aceite na Europa, mais concretamente em França, em 1880. Sabe-se que os médicos britânicos que trabalhavam na África do Sul utilizavam extracto de centelha asiática para tratar os leprosos e que nos mercados da Tailândia é comum encontrar esta planta à venda, fresca, para utilização culinária e também em infusões revitalizantes.

No Ceilão, os habitantes observaram que os elefantes comiam grandes quantidades de centelha e começaram, por isso, a atribuir-lhe qualidades de longevidade e estimulante da memória, atributos pelos quais os elefantes são sobejamente conhecidos.

Descrição e habitat

Trata-se de uma trepadeira, herbácea, vivaz, delicada, que pode alcançar 30 cm de altura. Apresenta minúsculas flores de cor magenta ou lilás claro, quase impercetíveis, que surgem no fim do verão. As folhas são de tonalidade verde vivo, finamente recortadas e em forma de leque ou de rim. Prefere climas tropicais, pantanosos, sendo comum encontrá-la entre os arrozais e nas margens dos lagos e dos rios.

Constituintes e propriedades

A centelha asiática contém saponósidos triterpénicos (asiaticósido e centelósido), óleos essenciais, taninos, um alcalóide (hidrocotilina), princípios amargos (valarina), esteróis, heterósidos de flavonóis e poliinas.

A sua grande popularidade na farmacopeia ocidental deve-se essencialmente à sua ação anti-celulite e anti-envelhecimento. É a planta do rejuvenescimento da pele, com capacidade de reconstrução do tecido conectivo, ajudando os tecidos a retomar a sua forma. Aumenta os níveis de anti-oxidantes, sendo por isso utilizada como anti-rugas. Atua sobre as delicadas paredes vasculares, tonificando-as e melhorando a circulação, as varizes e os derrames.

Por outro lado, estimula a produção de colagénio (uma proteína associada à reconstrução dos tecidos e à cicatrização de feridas) e é um ingrediente base de muitos cremes faciais. É útil ainda em queimaduras. Tem propriedades sedativas, ligeiramente diurética e desintoxicante, ajuda a combater febres, distúrbios digestivos, incluindo disenteria, asma e bronquite.

Esta planta constitui um bom tónico mental, protegendo e fortificando as veias que fornecem oxigénio ao cérebro, ajudando por isso a combater a doença de Alzheimer. Melhora a concentração e a memória.

Na Índia, por exemplo, o extrato do óleo usa-se para estimular o crescimento do cabelo. Tem ainda uma ação anti-inflamatória, podendo ser usada para aliviar dores reumáticas e artrite, tanto em uso interno como externo em forma de cataplasmas. É muito eficaz no tratamento de úlceras nas pernas de origem venosa. Utilizam-se as partes aéreas frescas ou secas.

No jardim

Pode plantar em vasos, tomando cuidado de a proteger do frio e da geada, pode aguentar temperaturas até aos 10º e prefere a meia sombra.

Precauções

Evitar durante a gravidez ou se estiver a tomar medicamentos para a diabetes, para baixar o colesterol ou anti-depressivos pois poderá causar efeitos narcóticos. Não se aconselha a crianças com menos de 5 anos. Ocasionalmente, o seu uso externo poderá causar alguma irritação na pele, sobretudo em peles mais sensíveis.

Foto: Thinkstock

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