Plantas e Flores

A história da alfazema

Conhecida há mais de 2.500 anos, a Lavandula, ou alfazema, tem tido diversas utilizações mas destaca-se principalmente na indústria dos perfumes.

Nome

Os nomes comuns desta planta são alfazema, lavandula, rosmaninho, alfazema verdadeira, lavanda e nardo. O nome científico é Lavandula spp, dado pelos Romanos e proveniente do latim “lavare”, que significa limpar ou lavar.

Origem/rotas/destinos

• Existem mais de 30 variedades de lavandula, que se podem encontrar no estado selvagem na Ásia, África e Europa Mediterrânica.

• O uso desta planta está documentado e datado com mais de 2500 anos. Em tempos antigos, a essência de Lavandula, era utilizada para perfumar e mumificar os mortos dos fenícios, egípcios e persas.

• A primeira cultura de lavandula foi registada pelos antigos egípcios, que a utilizavam para produzir um óleo que fazia parte dos perfumes e na preservação de múmias (pele e intestinos), incluindo o túmulo de Tutankhamen (1341-1323 A.C), disfarçando assim os cheiros da putrefação.

• Em Portugal, esta planta cresce espontaneamente, no sul e na zona centro, mas também se encontram exemplares selvagens na Madeira.

Aspetos agrícolas

• As alfazemas são plantas que pelas suas flores roxas ou lilases e pela sua fragrância, atraem abelhas que produzem mel muito rico e com sabor muito agradável.

• No século XII, o alemão Abbess Hildegard verificou a eficácia da alfazema contra as moscas e traças.

• A alfazema inglesa (L. angustifolia) é a mais utilizada em perfumes caros, pois o seu óleo essencial é de alta qualidade. Mas o óleo das variedades híbridas e da lavanda francesa são também muito apreciados nesta indústria.

Curiosidades

• O nome “Lavender” foi dado pelos romanos, que tinham por hábito esmagar as flores e folhas da planta para acrescentar à água do banho. Os ramos de flores, eram colocados nos armários para impregnar a roupa com o seu cheiro.

• O óleo essencial de alfazema brava (L. latifolia Medicus) era utilizada como diluente pelos pintores da Renascença.

• Nas épocas Medieval e Renascentista, na Europa, as lavadeiras eram conhecidas como “lavenders”, porque usavam lavanda para deixar um odor nas roupas lavadas.

• O rei Carlos VI de França enchia as almofadas com lavandula. A rainha Elisabete I de Inglaterra, queria a lavanda presente nos arranjos da mesa real e exigia um ramo fresco todos os dias. Luís XVI, banhava-se com água perfumada com lavandula. A rainha Victoria usava um desodorizante com esta planta e Elisabete I e II, usavam produtos da companhia lavender Yardley a Co., de Londres.

Utilização

• Dioscorides, autor do livro “De Matéria Medica”, anotou as qualidades curativas, em queimaduras e feridas. Desde os Romanos até à I Guerra Mundial, a lavandula foi usada e acreditava-se que regenerava a pele.

• Em 1709, o perfumista Giovanni Maria Farina criou um perfume com “Lavender”, que designou de “Eau Cologne” (cidade alemã), a sua terra natal. Muito popular, rapidamente passou a ser usado pelas principais cortes da Europa.

• Desde o século XVIII que a alfazema e o rosmaninho são classificados como plantas “cefálicas” porque eram utilizadas para doenças do sistema nervoso.

Fotos: Pixabay, StockSnap

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