Aromáticas e Medicinais Plantas Ornamentais

Hortênsias: plantas amigas do aparelho urinário

As hortenses ou hortênsias são tão populares entre nós que quase dispensam apresentações. O nome científico da espécie mais utilizada em fitoterapia é Hydrangea arborescens. Produz flores brancas cujas raízes têm propriedades medicinais.

Existem no entanto numerosas variedades. A espécie com que estamos mais familiarizados é a Hydrangea macrophyla, que foi levada para os Açores em 1790 e que aí proliferou para deleite dos turistas e dor-de cabeça  dos ambientalistas. A hortênsia encontrou no clima dos Açores um convite para se instalar e expandir rápida e descontroladamente, sendo hoje considerada uma espécie invasora, porque interfere com a flora local e com  os cursos dos rios.

Pertence à família das Saxifragaceas, é originária do Japão onde tem o nome de Ajisai e da China oriental, montanhas dos Himalaias. No Brasil também proliferou bastante, sobretudo na região de Rio-Grande-do-Sul, onde existe mesmo uma região denominada “Região das Hortênsias”, que é uma grande atracção turística. A pequena vila de Gramado adoptou mesmo a hortênsia como símbolo regional. Na serra Gaúcha, muito rica em mineral de ferro desenvolve-se muito bem a hortênsia azul.

O nome hydrangea deriva do grego hidra (água) + gea (terra). Em Portugal Continental também se desenvolve bastante, preferindo no entanto as zonas mais frias e sombrias. A Hydrangea arborescens é um arbusto de caule lenhoso e folha caduca que chega a atingir cerca de 3 metros de altura, tem folhas ovais e chachos de flores pequenas de um branco cremoso. Esta hortense é também conhecida por hidrângea-brava. É originária do Leste  dos Estados Unidos, onde cresce na beira dos rios e zonas arborizadas de Nova Iorque  à Florida. Os índios Cherokees utilizavam esta planta para tratar cálculos dos rins e da bexiga.

Constituintes

Glicósidos (hidrangenina), saponinos, resinas, rutina, ácidos fosfóricos e óleos voláteis. Não contém taninos.

Propriedades

A utilização principal da sua raíz consiste em tratar problemas do aparelho urinário como cistite, cálculos nos rins, pedra na bexiga, sangue na urina, problemas de próstata ou incontinência urinária. Por ser bastante diurética, pode potenciar o efeito de outros diuréticos.

O componente hidrangeína é tóxico, podendo causar vómitos, dores abdominais, convulsões e até coma. No entanto, utilizada em doses terapêuticas e com acompanhamento profissional, raramente se manifesta os efeitos da hidrangeína.

Na horta e jardim

Se quer ter bonitas flores  de hortênsias, saiba que a sua cor azul desenvolve-se em solo ácido e ferroso, enquanto as de cor rosa desenvolvem-se em solos cálcarios. Pode utilizar como sebes, nunca esquecendo uma poda anual radical, se bem que sobre esse assunto existam várias opiniões  e vários sites com discussões sobre podas de hortênsias e outras plantas.

Pega muito bem de estaca, portanto quando fizer as suas podas aproveite-as, ofereça-as aos vizinhos e aos amigos. Dá-se bem em vaso, precisando aí de mais atenção e nutrição, estrume ou abonos especiais para hortenses.

Fotos: Pixabay

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