Pragas e Doenças

Os perigos que se avizinham

O jardim está permanentemente exposto a todo o tipo de perigos: vento, vegetação espontânea, frio, pragas e doenças. Explicamos os riscos que aí vêm e sobretudo como os combater para que não deixem sequelas nas suas plantas.

1- Ventos fortes

O vento é muito frequente na sua zona? Se não quer ver as suas plantas dobradas ou quebradas, ponha em marcha estas medidas: ate a ramagem das plantas mais friorentas e delicadas e utilize cortinas de madeira, pérgolas ou canas, para filtrar o ar. Também pode plantar uma sebe alta de faia ou ciprestre, que funcionam bem como corta vento. Tenha em conta que as espécies autóctones revelam maior resistência ao vento.

2- Praga de caracóis

Os caracóis mordem as folhas e devoram os rebentos. Atuam sobretudo durante a noite e em época de chuvas. Existem muitas armadilhas eficazes: plante cravos-túnicos, as suas raízes expelem uma substãncia que os repele; enterre um frasco com leite ou cerveja, onde se afogarão; deite areia áspera em redor das plantas para criar zonas de defesa ou coloque folhas de alface cozidas, onde se escondem.

3- Frio à noite

Para prevenir acidentes provocados pelo frio, pense em todo o tipo de proteções. As mais recomendáveis são as coberturas que resguardam as raízes, nutrem o solo e conservam a humidade. Pode usar materiais como palha, que é estética e evita que o solo endureça ao gelar, ou a casca de pinho, que retém a humidade e resiste ao vento e à chuva. Outros métodos eficazes são a película de plástico, a lona, o cartão, o plástico de borbulhas ou o papel de jornal. Desta forma consegue manter a temperatura ideal para as raízes.

4- Formigas nas árvores

Estes insetos alimentam-se das secreções açucaradas dos pulgões, cochonilhas e moscas brancas. Localize os formigueiros e aplique no seu interior anti-formigas. Se estão nas árvores, molhe um trapo como produto e ate-o em redor do tronco. Também pode plantar espécies repelentes, como lavanda, menta, tomilho e orégão. O mais adequado é acabar com o pulgão com água temperada à pressão.

5- Chuva

As chuvas copiosas podem alagar o terreno do relvado, pelo que deve favorecer a entrada de ar. Para arejar, pique a primeira capa do solo com a forquilha ou um rolo de picos. Depois escarifique a superfície para controlar as daninhas e o musgo. Uma vez por ano é suficiente.

6- Teias de aranha

Se vir teias de aranha nas costas das folhas, são certamente ácaros. Acomodam-se nessa zona para chupar a seiva, deixando a planta sem cor. Uma forma de os afastar é borrifar as espécies com água. Em caso de ataque maciço, use inseticida à base de enxofre e pulverize bem a planta, incluindo as costas das folhas.

7- Ervas daninhas

Elimine as infestantes sempre que as detectar para evitar que entrem em competição com as plantas pela água e pelos nutrientes, que sirvam de refúgio a pragas e doenças e que o jardim pareça abandonado. Se as raízes estão muito profundas, utilize as mãos ou pequenas ferramentas. Outra solução consiste em fazer plantações densas, utilizando espécies rasteiras.

8- Folhas caídas devido a ferrugem

A ferrugem prolifera em ambientes húmidos. É um fungo que se manifesta através de pústulas ou inchaços laranja ou amarelo nos ramos e nas folhas, que acabam por cair. O remédio mais eficaz é eliminar as esporas com base em óleo mineral misturado com fungicida. Em caso de ataque, corte e queime as folhas afetadas e fumigue com produtos naturais como o caldo bordalês. Também pode aplicar fungicidas específicos. Faça pelo menos duas aplicações com 7 a 10 dias de intervalo.

9- Oídio mancha as plantas

O oídio vive às mil maravilhas em superfícies molhadas. Trata-se de um pó branco com odor a mofo. Para evitar o ataque, mantenha a planta em bom estado, sem abusar dos adubos azotados e favorecendo a ventilação. Muito importante: não utilizar aspersores e regar com os difusores baixos para não alcançar a folhagem. Se a planta for invadida, pode as zonas afetadas ou arranque-a e não plante outra no mesmo local durante um ano. Pode controlar também com fungicidas.

Fotos: Pixabay

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