Passo a Passo

Como podar roseiras arbustivas

roseiras arbustivas

As roseiras arbustivas devem ser podadas no inverno. Esta poda invernal tem um caráter estrutural, pretendendo dar forma à roseira e prepará-la para produzir ramos fortes e saudáveis, com a orientação pretendida. Daí surgirão as tão desejadas rosas. Esta operação é essencial para estimular uma floração abundante.

Algumas regras gerais para todo o tipo de roseiras

Orientação dos cortes 

Antes de cortar, é importante pensar para que direção queremos que os ramos novos que vão surgir se dirijam. Nas roseiras, pretendemos que os novos rebentos se orientem para fora, nunca para o interior da planta, logo o corte deverá ser de tal forma que o gomo que fica no ramo depois do corte esteja orientado nesse sentido exterior.

Cortes terminais

É importante efetuar um corte oblíquo em que a inclinação é no lado oposto ao gomo mais próximo. Desta forma favorece o escorrimento da água, que será escoada do lado oposto ao gomo, evitando assim problemas de infeções e podridões.

Distância do corte ao gomo

No caso das roseiras, deverá ser efetuado cerca de 0,5 cm acima do gomo. Isto é especialmente importante nas roseiras, pois apresentam uma medula “mole” que com o tempo seca e cria uma pequena depressão até ao nó. Se o corte deixar uma porção de ramo demasiado longo, ao fim de algum tempo, transforma-se num tubo oco até ao nó e, mesmo que o corte seja inclinado, vai haver tendência para entrar água e favorecer podridões. Nota: tenha tesouras bem afi adas para cortes limpos. Para os ramos muito grossos use um tesourão!

Rebentos ladrões

Para todas as roseiras enxertadas, deverá cortar sempre e em qualquer época do ano todos os rebentos que surjam abaixo do enxerto, rebentos esses que podem surgir quer acima do solo quer a partir das raízes; são aquilo a que chamamos rebentos ladrões das roseiras e tiram a força aos restantes ramos

A poda de roseiras arbustivas do tipo híbridos de rosas-chá

Este tipo de roseiras é o mais comum na forma de pequeno arbusto, que, consoante a variedade, respetiva rusticidade e fertilidade do terreno, poderá ser mais baixo ou mais alto, variando em média entre um e três metros de altura.

Quantos ramos a partir da base?

Nestas roseiras, e sempre tendo em conta a variedade e rusticidade, pretendemos depois da poda obter um conjunto máximo de quatro a seis ramos a partir da base.

Com que forma?

Considerando a forma arbustiva, aquela que será mais equilibrada, quer para a distribuição dos ramos com rosas quer do ponto de vista fi tossanitário, será uma forma em “taça”, com os ramos que deixamos depois da poda projetados para o exterior e o mais equidistantes possível.

Até que ponto deve podar-se?

As variedades fracas e com os rebentos fi nos devem ser sempre mais cortadas que as variedades vigorosas e os rebentos fortes. Geralmente, nas variedades fracas, a poda deixa ramos mais curtos com aproximadamente três nós; nas roseiras de ramos mais fortes, pode deixar até seis nós. Não se esqueça da regra que diz que uma árvore ou arbusto saudável e bem nutrido, que é podado apenas na parte aérea em ramos de madeira, não envolvendo portanto o sistema radicular, tende a repor todo o volume que lhe é retirado após a poda. Daqui resulta que, quanto mais se poda, mais rebentação ocorre!

No caso da roseira, é importante ter em conta que as rosas são produzidas nas extremidades dos rebentos do próprio ano – assim sendo, podas mais baixas e radicais resultam na obtenção de rosas grandes e bem formadas, apesar de poucas em número. Podas mais altas e ligeiras resultaram num maior número de rosas mas de menor dimensão.

Poda de manutenção

Durante o ano, em qualquer época, não se esqueça que deverá eliminar os rebentos ladrões e os ramos que estejam doentes assim que estes surjam. Depois da primeira fase de obtenção de rosas, e se pretender continuar a obter rosas de dimensão próxima das primeiras, então a regra é cortar sempre um ramo acima de um nó que tenha na base uma folha com cinco ou mais folíolos, isto é, folhas constituídas por cinco ou mais partes. Isto porque os gomos que estão na base destas folhas são fortes e originaram ramos com rosas fortes.

As várias etapas

1. Antes da poda.

2. Corte os rebentos ladrões e os ramos mortos e doentes até ao colo.

3. Corte os ramos muito finos ou fracos.

4. Corte os ramos que se entrecruzam ou roçam uns nos outros, principalmente quando projetados para o interior.

5. Deixe ficar os ramos mais fortes e saudáveis, até um máximo de quatro a seis ramos a partir da base.

6. No final da poda, pretendemos obter uma roseira com os ramos projetados para o exterior e o mais equidistantes possível.

Sugestão

Há muitas pessoas que não gostam de ver a base das roseiras por acharem que é pouco estético – para essas pessoas deixo duas sugestões. Em zonas de geadas, plantar na base amores-perfeitos. Em zonas onde não ocorram geadas, plantar cebolinhos, que mais tarde darão flores e ao mesmo tempo irão proteger as roseiras de ataques de fungos.

Dica

Ao fazer a poda em verde, ao longo do período vegetativo, principalmente quando se podam hastes longas, por exemplo para colocar em jarras, não se esqueça de compensar as roseiras, mantendo-as bem regadas e fertilizadas com nutrientes, para que estas consigam voltar a dar rebentos fortes. Não se esqueça da máxima “temos de dar para receber”!

Fotos: Living4media, José Pedro Fernandes

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