Hortícolas e Frutícolas

Romã, símbolo da fertilidade e abundância

A romã (Punica granatum), bastante distinta pelo seu aspeto e sabor, é uma fruta exótica no nosso País, sendo originária do Sudeste Europeu e também do Médio Oriente. A romã encontra-se em casa na Grécia, Síria, Turquia ou Irão e mesmo na Ásia Central. Foi sempre vista como um fruto sagrado, de grande valor místico e nutricional. Já nos tempos bíblicos era mencionada como símbolo de fertilidade e abundância e o seu cultivo data de há milénios. Já era cultivada pelos israelitas e também pelos antigos gregos que a consideravam um símbolo de Afrodite, a deusa do Amor, mais tarde Vénus, para os romanos.

Nutrição e saúde

A romã apresenta imensos benefícios para a saúde humana, sendo cada vez mais comum o seu consumo ao natural, mas também em sumos e outras bebidas, como tisanas e infusões. Rica em vitaminas e minerais, a romã combate o colesterol e tem um grande poder antioxidante. Ajuda ainda na prevenção de doenças como a diabetes, a obesidade e a hipertensão. Fortalece o sistema imunológico prevenindo infeções e doenças virais e é anticancerígena; há quem diga que é um fruto afrodisíaco. Pobre em gorduras e em calorias, a romã é adequada para todos.

A romãzeira em Portugal e no mundo

Em Portugal a romã é cada vez mais cultivada, sobretudo em áreas de regadio em torno do Alqueva, mas mesmo assim o País depende na maioria de importação de Espanha e da Turquia. É uma planta bem aclimatada ao nosso País, mas que também pode aguentar temperaturas negativas, tudo depende da variedade cultivada. Aquelas cultivadas na Ásia Central, em países como o Turquemenistão são muito mais resistentes ao frio. A Espanha é a grande produtora mundial de romãs, seguida pela Turquia e Tunísia. A Espanha domina os mercados de França, do Reino Unido, e mesmo de Itália, pois usa métodos de cultura intensiva, que lhe garantem uma grande produção.

Cultivo da romãzeira

A romãzeira pode ser semeada à semelhança da maioria das frutas, mas o mais comum é a compra de uma planta jovem num horto ou viveiro. A melhor época para o plantio é o inverno, nos meses de janeiro a março, período em que a romãzeira se encontra em dormência. Para plantio, deve arranjar-se uma cova de 60x 40 cm ou um vaso destas dimensões, adubando-a com estrume de cavalo ou vaca e com fertilizantes ricos em azoto. No outono, devemos fazer uma adubação completa com micronutrientes, para estimular a floração na primavera seguinte. A romãzeira requer muita água e deve ser regada abundantemente, mas tendo sempre cuidado com o aparecimento de fungos. As árvores começam a produzir com cerca de três anos. A romã começa a ser colhida desde o final do verão até ao início do inverno, segundo a variedade. As variedades mais comuns e que ocupam a maior fatia de cultivo são a Mollar de Elche, Mollar de Valência, Wonderful, Emek e Angel Red. A romãzeira é uma árvore que se adequa também para o cultivo em vasos e para elaboração de bonsai.

BI

ORIGEM Sudeste da Europa e Médio Oriente (Grécia, Chipre, Síria, Turquia, Irão), mas também Ásia Central (Turquemenistão e Cáucaso).

ALTURA Entre 2 e 5 metros.

PROPAGAÇÃO A maioria das vezes, vegetativa, menos frequentemente, por semente.

PLANTIO Nos meses de inverno, sobretudo a partir de janeiro

SOLO Solos profundos e argilosos, bem drenados.

CLIMA Considerada rústica até -20oC.

EXPOSIÇÃO Zonas de sol.

COLHEITA Final do verão, até princípio do inverno.

MANUTENÇÃO A romãzeira requer podas no inverno e, por vezes, também no fim do verão. A poda é utilizada nas árvores jovens, para eliminar ramos laterais mal colocados, e nas árvores adultas, para manter um arejamento saudável e eliminar ramos mortos. Aprecia muita água.

Foto: Thinkstock

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