
Nos dias 15 e 16 de abril de 2026, decorreu em Castelo Branco o workshop colaborativo final do projeto europeu Resiliage, atualmente na fase de consolidação e validação dos seus resultados. O projeto visou estudar os impactes sociais, culturais e territoriais associados a crises e desastres. Nesse sentido, o Geopark Naturtejo constituiu um dos cinco territórios-piloto do projeto, coordenado pelo Politécnico de Turim (Itália). Foi selecionado como laboratório vivo para o estudo destes impactes associados aos incêndios rurais que têm afetado de forma recorrente a Beira Baixa.
Nos últimos anos, a Beira Baixa tem vindo a ser profundamente marcada por eventos extremos de fogo. Estes alteraram paisagens, fragilizaram ecossistemas, afetaram comunidades locais e colocaram desafios significativos à gestão do território, à proteção civil e à coesão social. O projeto procurou compreender não apenas os impactos materiais destes fenómenos, mas também as suas dimensões sociais, culturais e identitárias.
Assim, no decurso do projeto foram realizadas várias ações participativas no território, incluindo sessões em Proença-a-Nova, Castelo Branco e Oleiros. Estas ações envolveram comunidades locais, técnicos municipais e agentes institucionais na identificação de vulnerabilidades e na construção conjunta de respostas mais resilientes.
O workshop final permitiu discutir e consolidar resultados e reforçar o papel do património cultural e natural como recurso estratégico na resposta aos incêndios e na construção de territórios mais resilientes, preparados e coesos.
Este projeto foi financiado pelo programa Horizonte Europa (2023–2026). De resto, o consórcio europeu integra 18 organizações de 10 países, incluindo universidades, centros de investigação, UNESCO, organizações da sociedade civil e Geoparques Mundiais da UNESCO. Em portugal, intrega a Escola Nacional de Bombeiros e o Geopark Naturtejo.

