Parques de Sintra reutiliza madeira caída para regenerar solos e reforçar a retenção de carbono

A madeira que caiu com as recentes intempéries em Sintra não está a sair do território. Está a voltar ao solo. Parques de Sintra reutiliza madeira caída para regenerar solos e reforçar a retenção de carbono.

A Parques de Sintra está a triturar a madeira resultante de quedas e intervenções de segurança e a aplicá-la como estilha, funcionando como cobertura orgânica do terreno. A medida integra os trabalhos de recuperação em curso no Parque de Monserrate e está também a ser aplicada noutros espaços sob gestão da empresa.

Reutilização de biomassa para regeneração do solo

A técnica é direta: transformar a biomassa proveniente das quedas em material de cobertura e reaproveitá-la no próprio local. Em vez de encaminhar a madeira para eliminação ou recorrer à queima, a empresa opta por reintegrá-la no ecossistema. O objetivo é devolver matéria orgânica ao solo e promover um ciclo de gestão mais sustentável. Assim, Parques de Sintra reutiliza madeira caída para regenerar solos e reforçar a retenção de carbono de forma inovadora.

De acordo com a Parques de Sintra, a aplicação de estilha pode contribuir para manter parte do carbono no solo durante mais tempo. A retenção depende, contudo, de variáveis como o tipo de madeira, a humidade e o ritmo de decomposição, razão pela qual o processo é acompanhado por critérios técnicos e boas práticas ambientais.

Recuperação pós-intempéries e gestão de risco

Os efeitos são também imediatos: a cobertura orgânica ajuda a reduzir a erosão, aumenta a retenção de humidade, regula a temperatura do solo e favorece a atividade microbiana, considerada essencial para a regeneração natural das áreas afetadas. Por fim, Parques de Sintra reutiliza madeira caída para regenerar solos e reforçar a retenção de carbono com impactos positivos para o ambiente.

“A recuperação é um trabalho longo e exigente. Mas é agora que se faz com rigor, para proteger o futuro, aplicando soluções que respeitam a natureza e reforçam a resiliência do território”, afirma João Sousa Rego, presidente do Conselho de Administração da Parques de Sintra.

A intervenção insere-se numa resposta mais ampla de recuperação e gestão de risco após os fenómenos meteorológicos recentes, que inclui a remoção de árvores em risco, a limpeza de caminhos, a estabilização de taludes e a monitorização contínua das áreas intervencionadas.

Num território onde o património natural e o património histórico coexistem, a gestão da madeira caída passa, assim, a fazer parte do próprio processo de regeneração do solo — uma solução técnica, aplicada no terreno, que transforma um efeito das intempéries num recurso ecológico.

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