
Nos fins de semana de 23–24 e 30–31 de maio, os portões dos jardins de Lisboa voltam a abrir-se para a 15.ª edição do festival Jardins Abertos. Entre palácios, hortas comunitárias, florestas urbanas e projetos de vizinhança abre-se espaço à experiência do encontro, onde cada contributo ganha sentido no todo.
Em 2026, o festival Jardins Abertos convida-nos a regressar ao essencial. Dar, receber, colaborar e cooperar. No Ano Internacional do Voluntariado para o Desenvolvimento Sustentável, reafirma-se o voluntariado como uma prática consciente de participação, cuidado e responsabilidade. Nos jardins da cidade, que se revelam como uma grande rede construída, abre-se espaço a imaginar diferentes formas
de colaboração e cooperação. É nesse fazer comum que se reconhece o valor único de cada parte, reforçando a importância de nos ligarmos, entre nós e à natureza.
Nesta edição, juntam-se novos espaços que reforçam a diversidade e o envolvimento local, como o jardim comunitário da Escola Gil Vicente, a Quinta do Ferro e o projeto de vizinhança dos moradores da Rua Cidade de Manchester, exemplos verdes de como a cidade se constrói a partir da iniciativa e da vontade partilhada de quem nela habita.
As atividades propostas destacam-se pela sua dimensão participativa. As ações de jardinagem convidam a pôr as mãos na terra, criando momentos de troca e aprendizagem, onde o conhecimento se constrói em conjunto. Os almoços comunitários prolongam estes encontros, fortalecendo laços e valorizando o tempo em comum, onde a convivência se torna também uma forma de cultivo.
O festival encerra com uma celebração primaveril, no Parque Botânico do Monteiro-Mor, com curadoria da dupla Joy Food, numa refeição coletiva onde o alimento se transforma em ritual de encontro e partilha. À volta da mesa, o tempo abranda, as ideias cruzam-se e desenham-se, em conjunto, novas possibilidades de futuro.
Veja o programa completo.