
De brilho metálico e hábitos discretos, o escaravelho-das-mentas pode passar despercebido até deixar as folhas rendilhadas. Conhecer o seu ciclo e apostar no controlo biológico é a melhor forma de proteger esta aromática tão apreciada.
Características
O escaravelho-das-mentas é um pequeno coleóptero ou escaravelho brilhante que mede 7-12 mm de longitude, de cor verde-azulada, verde-metálica, e forma oval que voa e pode dar pequenos saltos. A fêmea é ligeiramente maior que o macho e pode variar na cor de verde com reflexos acobreados a cinza-arroxeado ou preto. As antenas são bem visíveis e pretas. A larva mede cerca de 7-10 mm de longitude e é verde-bronzeada.
Distribuição geográfica/habitat
Europa e Ásia central, tendo sido registado pela primeira vez no Iraque. Gosta de zonas húmidas junto a ribeiras e pantanosas. Podemos encontrá-lo em jardins, hortas, florestas, pradarias.
Ciclo biológico
Podemos encontrar este inseto desde o princípio da primavera (abril-maio, temperaturas superiores a 15-16 oC) até outubro. Os escaravelhos-das-mentas adultos começam por pôr os ovos isolados ou em grupo na parte inferior da folha. As larvas, ao nascerem, alimentam-se das folhas, até terminarem o seu crescimento, depois escondem-se no solo e enterram-se a 5 cm, para formarem a pupa e se transformarem em adultos. No inverno, estes insetos hibernam, geralmente no estado adulto, para voltarem outra vez na primavera. Podemos encontrar larvas em vários estados de desenvolvimento, juntamente com adultos. Cada geração dura 40-60 dias (do ovo ao estado adulto), podendo ter três por ano. A esperança de vida é de 1-1,2 anos, mas é muito resistente e consegue estar 10-16 dias sem se alimentar e sobreviver.

Plantas mais sensíveis ao escaravelho-das-mentas
Todas as mentas espontâneas (Mentha aquática e rotundifólia, M. suaveolens) e mentas cultivadas (M. piprita, M. viridis) e Lycopus (Lycopus europaeus).
Danos e sintomas
Os escaravelho-das-mentas adultos perfuram e fazem grandes buracos em toda a folha, mas também se alimentam de caules e flores. Existe uma redução da fotossíntese com consequências no crescimento da planta.
Prevenção
Na maioria das vezes, não se justifica a intervenção, mas existem casos em que a praga pode propagar-se descontroladamente e infligir assim grandes estragos a agricultores que cultivam esta planta aromática.
Prevenção / aspetos agronómicos: Recolha manual. Controlo da adubação azotada.
Controlo
Luta química biológica: Pulverizar com píretro natural ou Azadiractina (óleo de neem).
Luta biológica: Temos os seguintes auxiliares que podemser parasitoides: Deegeria funebris, D lactuoca e Prilitus brevicollis.
Predadores: Zicrona coerulae. Uma aplicação de BT (Bacillus thuringiensis) na fase inicial da larva tem uma eficácia aceitável.
Outros predadores: Pássaros, aranhas, roedores.
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