
A arquiteta paisagista Margarida Cancela d’Abreu é a vencedora da 7ª edição do Prémio Gonçalo Ribeiro Telles para Ambiente e Paisagem de 2025. A distinção foi anunciada esta terça-feira e o prémio será atribuído no dia 23 de maio, às 17h00, no Museu Municipal da Câmara Municipal de Coruche.
O júri foi presidido por Aurora Carapinha, professora da Universidade de Évora e também ela arquiteta paisagista galardoada com o mesmo prémio na edição de 2020.
O Prémio Gonçalo Ribeiro Telles foi criado em 2019 para homenagear personalidades com trajetórias relevantes na valorização do ambiente, território e paisagem em Portugal. Uma iniciativa da família de Gonçalo Ribeiro Telles (renomado arquiteto paisagista português falecido em 2020), do Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa, da Universidade de Évora, da Causa Real, da Ordem dos Engenheiros, da Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas (APAP) e da Câmara Municipal de Lisboa.
Celebra-se, assim, o percurso de Margarida Cancela d’Abreu. Recorde-se que integrou a Secretaria de Estado do Ambiente na década de 1970 e foi Diretora Regional de Ordenamento do Território na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo. Fundou a APAP – Associação Portuguesa dos Arquitetos Paisagistas e presidiu a mesma entre 2009 e 2012. Ainda fez parte do corpo docente da primeira licenciatura reconhecida em Arquitetura Paisagista a nível nacional (Universidade de Évora).
Numa nota de reconhecimento divulgada nas redes sociais, a APAP refere que «Ao longo de todo o seu percurso, destacou-se pela coerência de uma prática alicerçada na defesa dos princípios ecológicos, numa visão humanista do território e numa valorização constante do trabalho em equipa como instrumento de construção coletiva. A sua intervenção revelou sempre uma notável capacidade de antecipação e uma lucidez crítica que continuam a inspirar a disciplina».
Até à presente edição, já foram distinguidos nomes como Teresa Andresen (2020), Alexandre Cancela d’Abreu e Fernando Pessoa (2021), Manuela Raposo Magalhães (2022) e Augusto Ferreira do Amaral (2023). Todos estes são arquitetos paisagistas, com exceção de Augusto Amaral, advogado.