Rosmaninho
Lavandula stoechas
Porte
Arbusto
luminosidade
REGA
Época de Plantação:
Outono / Primavera
Época de Poda:
Outono
Família:
Lamiaceae
Dimensão:
0.5m a 1 metro
Propagação:
Por estaca ou semente
Utilização:
Como ornamental, em jardins mediterrânicos, maciços e vasos. Como erva aromática em culinária e infusões. Planta medicinal. Óleo essencial usado em perfumaria e cosmética.
flores de lavandula stoechas (rosmaninho)

Características

O rosmaninho (Lavandula stoechas), também conhecido por alfazema-brava, é autóctone em Portugal, sendo uma planta de eleição nos jardins mediterrânicos e jardins de baixa manutenção. Existem duas subespécies espontâneas no país, nomeadamente, a L. stoechas subsp. stoechas e a Lavandula stoechas subsp. luisieri (rozeira). Esta última é um endemismo da Península Ibérica. Na Natureza surgem sobretudo nas regiões centro e sul do país e estão frequentemente associadas a azinhais, sobreirais ou pinhais.

Atrativa para os polinizadores, é uma planta melífera importante para os ecossistemas locais. Pelo mesmo motivo, deve ser plantada junto a hortas. Enquanto erva aromática e devido às suas propriedades medicinais, é usada em culinária, em aromaterapia, perfumaria e cosmética. As hastes florais secas também são apreciadas no design floral e na decoração.

Arbusto de pequeno porte, arredondado, lenhoso na base, aromático e perene. As folhas são verde-acinzentadas, lisas, estreitas, com cerca de 2 a 4 cm de comprimento, muito atrativas durante todo o ano. As flores são pequenas e agrupadas em espigas compactas rematadas por três brácteas coloridas, geralmente roxas, rosas ou brancas, que se assemelham a pétalas. A floração é longa, decorrendo de março a setembro. O fruto, sem interesse ornamental, é um aquénio.

Condições de cultivo

A plantação do rosmaninho deve ser feita no outono ou no início da primavera. Prefere locais com bastante exposição solar, precisando de, pelo menos, 6 horas de luz solar direta por dia. Aliás, o sol intensifica o seu aroma. O solo deve ser pobre e muito bem drenado. Não tolera solos pesados, húmidos ou muito ricos em matéria orgânica. Apesar de sobreviver numa grande amplitude ecológica, prefere solos siliciosos ou calcários dependendo da subespécie.

Adaptado ao clima mediterrânico, tolera tanto o calor como a seca. Além disso, é resistente ao vento forte e a geadas leves.

Ao cultivar no terreno, tenha em consideração um compasso de plantação de cerca de 0.6 metros. Porém, se preferir plantar em vaso, recorra a um recipiente com cerca de 0.3 metros de diâmetro, adicione uma camada drenante na base e use um substrato leve e arejado, idealmente com mistura de perlite e vermiculite.

Manutenção

A Lavandula stoechas é uma planta rústica de baixa manutenção. É uma planta xerófita, muito resistente à seca, pelo que tolera melhor a falta de água do que o excesso. Regue apenas nos primeiros meses após a plantação enquanto a planta ainda está a enraizar e, depois de instalada, pode praticamente suspender a rega, exceto em vasos ou em períodos de seca extrema no verão.

Para manter a forma compacta e estimular o rejuvenescimento da planta, faça uma poda ligeira após a floração. Remova as hastes florais murchas e corte levemente os ramos (cerca de um terço). Esta ação irá evitar que a planta se torne muito lenhosa conforme envelhece.

Adaptada a solos pobres, não carece de adubação. Esta pode tornar-se mais prejudicial do que benéfica para a saúde da planta.

Muito resistente a pragas e doenças, por vezes pode ser afetada por pulgões, cochonilhas, ácaros, mosca-branca e oídio.

Veja o vídeo:
VIPlants: Lavandula stoechas