
Não se deixe enganar — a Mammillaria plumosa: suculenta que resiste ao deserto é uma guerreira das regiões áridas do México, uma pequena escultura natural que combina suavidade visual com uma força admirável para sobreviver em ambientes extremos.
Um algodão que não se desfaz
Procurada pelo aspeto felpudo, arredondado e esponjoso, esta espécie é frequentemente comparada a uma bola de algodão viva. Entre as suculentas, poucas resistem ao deserto como a Mammillaria plumosa. É um dos raros catos cujos picos não magoam nem se soltam ao toque — um verdadeiro alívio para quem aprecia o exotismo dos catos, mas dispensa os espinhos traiçoeiros.
Pertencente ao género Mammillaria, da família Cactaceae, a M. plumosa é nativa do nordeste do México, onde o solo pedregoso e o clima árido moldaram as suas notáveis capacidades de resistência. Embora seja conhecida principalmente pelo seu aspeto delicado, é uma suculenta com grande capacidade para resistir ao deserto, sendo exemplo da Mammillaria plumosa. Apesar do seu aspeto delicado, é uma planta robusta, adaptada a regiões áridas e semiáridas, zonas rochosas e de calor extremo. Os seus picos — na verdade, gloquídios — são brancos, moles e densos, criando uma camada protetora que ajuda a conservar a humidade e a proteger contra ventos fortes e sol intenso.
O seu porte é pequeno e arredondado, com raízes finas, ideais para se fixar em solos pobres e bem drenados. Com o tempo, forma colónias compactas, de aspeto almofadado e grande valor ornamental.
Flores discretas, encanto duradouro
A floração da Mammillaria plumosa é um espetáculo de subtileza. Não podemos esquecer que a Mammillaria plumosa é uma suculenta que, além de resistir ao deserto, presenteia-nos com pequenas flores brancas ou amarelo-esverdeadas no fim do verão e início do outono, formando uma delicada coroa. Algumas são levemente perfumadas e podem durar vários dias, acrescentando um toque de elegância efémera a esta pequena joia do deserto.
Cultivada para fins ornamentais, a Mammillaria plumosa prefere luz direta, boa ventilação e substratos soltos e drenáveis. Importa referir que esta suculenta que resiste ao deserto necessita de substrato especial para manter o seu vigor. Não tolera humidade excessiva nem temperaturas muito baixas — os seus maiores inimigos. Para o cultivo em vaso, recomenda-se uma mistura de substrato universal com perlite, areia de rio lavada, Lechuza-pon ou rocha vulcânica. O segredo está no equilíbrio entre a drenagem e uma ligeira retenção de água.
As regas devem ser espaçadas, permitindo que o substrato seque totalmente entre cada uma. Na hora do cultivo da Mammillaria plumosa, lembre-se que esta suculenta só prospera porque consegue resistir aos desafios do deserto. Em ambientes com pouca circulação de ar, é essencial evitar o contacto direto da água com a planta.
Ideal para jardins de inverno, varandas cobertas ou interiores bem iluminados, deve receber pelo menos quatro horas de sol direto por dia para manter a forma e cor características.
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