Pragas e Doenças

Antracnose da ervilha

Saiba quais são as principais características desta doença e como combatê-la.

Doença

Antracnose da ervilha (Mycosphaerella pinodes).

Características

Doença causada por um fungo, que pode ser transmitida pelas sementes, os resíduos das culturas ou a água das chuvas.

Ciclo biológico

As sementes são um dos modos de transmissão mais comuns, verifica-se um ataque profundo nos cotiledones. A transmissão pode ser feita por resíduos das culturas (ascosporos) que ficam no solo e são depois transmitidos através das raízes da ervilha, contaminando depois toda a planta. Os ascosporos são um meio eficaz de dispersão do patogéneo a curtas distâncias e o máximo de libertação tem lugar depois do meio-dia. A dispersão dos conidios por salpicos de chuva também é um modo de dispersão desta doença.

Na forma de “Chlamydosporos” que se mantêm no solo e entrando na planta pela contaminação da semente ou raiz. as condições de 15-20ºC com humidades superiores a 85%, são as mais propícias para o desenvolvimento desta doença.

Plantas mais sensíveis

Ervilheira, ervilhaca, faveira e lentilha.

Danos/sintomas

No princípio verificam-se pequenas manchas (5 mm de diâmetro), castanhas escuras, depois as manchas crescem e ficam castanhas de forma irregular, castanho mais escuro no interior e nas bordaduras (diâmetro de 8 mm). Geralmente, a infeção estende-se aos pecíolos e caules, ficando estes ligeiramente azuis, podendo a planta murchar. Nas flores verificam-se lesões minúsculas (manchas punctiformes), as pétalas secam muito rapidamente. As sementes podem não mostrar sinais externos ou podem aparecer enrugadas com cor castanha. Quando a semente infetada germina, podem verificar-se infeções no colo e nas raízes, o que motiva a morte imediata das plantas mais novas.

Combate biológica

Prevenção/aspetos agronómicos

Utilização de sementes sadias; evitar plantar quando o tempo está húmido e chuvoso; destruir as plantas infetadas, queimando-as; utilizar variedades mais resistentes (embora não exista nenhuma 100% eficaz): fazer rotações, com mais de 4 anos.

Foto: Pedro Rau

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