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Vamos mapear a Trichi, a campanha para monitorizar o inseto que controla a invasão das acácias

galha de trichi em acácia
galha de trichi em acácia

A plataforma Invasoras.pt lançou a campanha “Vamos mapear a Trichi” onde pede ajuda a todos os cidadãos para monitorizar o agente de controlo biológico da acácia-de-espigas. Até agosto, quando andar pela costa portuguesa e avistar galhas de trichi, tire fotografias e registe a observação.

A acácia-de-espigas (Acacia longifolia) é uma das plantas invasoras com maiores impactes nos ecossistemas costeiros em Portugal continental. Produz muitas sementes, que se acumulam no solo durante vários anos e facilitam a sua expansão e reinvasão de áreas já intervencionadas.

Para ajudar a reduzir a produção de sementes desta planta invasora, foi introduzido em Portugal um agente de controlo natural: Trichilogaster acaciaelongifoliae, ou Trichi, um pequeno inseto australiano formador de galhas. A libertação deste agente foi autorizada em 2015 (depois de 12 anos de testes em ambiente confinado e análises de riscos) e, desde então, a sua presença tem vindo a ser acompanhada em Portugal. Uma vez que o agente se conseguiu estabelecer e dispersar naturalmente, é agora difícil para a equipa responsável monitorizar a população em toda a área.

Neste contexto, a Invasoras.pt lança agora um movimento de ciência-cidadã. Pede-se a todos os cidadãos, técnicos, associações ou escolas que procurem e registem galhas de Trichi nos ramos de acácia-de-espigas. Cada registo conta e, com a ajuda de todos, poder-se-á reunir informações sobre:

– Onde o agente já está presente ou onde continua ausente;
– Quais os efeitos que o agente está a ter na acácia-de-espigas;
– Em que zonas há muitas ou poucas galhas;
– Se há galhas ainda intactas ou já furadas;
– Como está a evoluir a dispersão do agente ao longo do tempo e do espaço.

Para saber mais sobre a campanha ou descobrir como participar, visite Invasoras.pt.

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