
A altura da Páscoa é perfeita para falar da Coronilla valentina (pascoinha), uma planta mediterrânica, muito rústica e que nesta época do ano pinta as paisagens de amarelo. São uma excelente opção para sebes, taludes ou zonas onde não queremos ter muito trabalho. Presente naturalmente na paisagem portuguesa, sobretudo no Centro do país, pode ser utilizada como espécie pioneira em intervenções de renaturalização.
Origem: Região Mediterrânica
Ciclo de vida: Arbusto de folha persistente
Floração: Início da Primavera
Cor: Flores amarela
Características
A pascoinha é um arbusto autóctone, que alcança cerca de um metro de altura. De folhas persistentes, espessas, alternas, com 2-4 pares de folíolos. As flores são amarelas, com cálice campanulado e bilabiado, sensivelmente aromáticas, e surgem desde o início da primavera até julho. Devido à densidade de flores, é atrativo para os polinizadores e, como é um arbusto perenifólio, serve também de abrigo para a fauna durante todo o ano. O fruto são vagens castanhas e finas.
Além disso, na natureza aparece em matos mediterrânicos, clareiras e orlas de matagais e bosques esclerófilos. Por vezes em arribas litorais.
Cultivo
A Coronilla valentina pode ser plantada em qualquer altura do ano, com um compasso de plantação mínimo de 0.5m. Gosta de sol e calor, pelo que deve ser cultivada em zonas com boa exposição solar. Além disso, prefere solos bem drenados, calcários, rochosos ou arenosos.
No período de instalação e na época de maior calor precisa de alguma rega, mas no geral é uma planta com baixas necessidades hídricas e resistente à secura.
Manutenção
Por fim, por estar adaptada às condições edafoclimáticas de Portugal, a pascoinha é uma planta de baixa manutenção. Contudo, carece de alguns cuidados. Para um desenvolvimento pleno, deve ser regada moderadamente nas alturas de maior calor. Não carece de poda, mas os ramos mortos e secos devem ser removidos. não é muito suscetível a pragas e doenças.
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