Viagens

30 minutos no Jardim do Palácio do Marquês de Pombal

A 15 minutos do centro de Lisboa, o comboio da linha de Cascais, a marginal ou a autoestrada transportam-nos do século XXI para o século XVIII e para um paraíso terrestre de deuses e imperadores envolvidos por uma paisagem ainda rural nesta vasta metrópole densa e frenética.

O tema das esculturas centra-se nas histórias, interrogações e mistérios, dos 28 pedestais e bustos de imperadores, filósofos, militares, políticos, e pensadores do Império Romano que constroem o cenário e limitam e ladeiam as entradas para a horta ajardinada.

Tudo evoca uma obra do ano 121,sobre as vidas dos Cesares, do latim De vitis Caesarum, “Vidas dos Doze Césares”, são 12 biografias, de Júlio César e dos 11 primeiros imperadores do Império Romano: inscrito na base dos bustos encontramos os nomes de Augusto, Tibério, Calígula, Cláudio, Nero, Galba, Otão, Vitélio, Vespasiano, Tito e Domiciano.

A obra foi escrita, durante o reinado do imperador Adriano, pelo seu secretário pessoal, Suetónio (Gaius Suetonius Tranquillus).

MARCO AURÉLIO, DINASTIA ANTONINA, ÚLTIMO DOS BONS IMPERADORES.

César Marco Aurélio Antonino Augusto é lembrado como
um governante bem-sucedido e culto; dedicou-se à filosofia, especialmente à corrente filosófica do estoicismo, e escreveu uma obra que até hoje é lida, Meditações.

A Quinta de Recreio

Os jardins, os laranjais e a paisagem erudita foram construídos na segunda metade do século XVIII, após o terramoto de 1755.

O conde de Oeiras, Sebastião José de Carvalho e Melo, mais tarde Marquês de Pombal, e a sua segunda mulher, a condessa austríaca Leonor Daun, com o arquiteto húngaro Carlos Mardel desenham e constroem este vasto condado, à época com mais de 200 hectares, que mantém ainda hoje cerca de 130 hectares murados, onde respiramos arte, arquitetura erudita e uma paisagem da Arcádia, com três cascatas, a Casa da Pesca, o Pombal, a Casa dos Bichos da Seda e o Casal da Manteiga, as Casas de Fresco da Fonte do Ouro e do Arneiro, a Alameda dos Loureiros e o Aqueduto Monumental.

A horta ajardinada

Foi desenhada para produzir legumes e flores para a cozinha e para a Casa, sabemos que assim era designada desde o século XVIII, como prova o relato, em 1783, de uma visita real, de D. Maria I, com a quinta no seu apogeu.

O lado utilitário sobrepõe-se aqui ao lado puramente recreativo; estamos perante um jardim pensado e desenhado com legumes, flores e ervas aromáticas, cremos que muito semelhante aos jardins que ainda hoje encontramos no castelo de Villandry, em França.

Os Jardins Modernistas – Jardim de água

Um jardim dentro do jardim pombalino. Desenhado e construído nos anos 60, para a Fundação Calouste Gulbenkian, pelo nosso mais emblemático arquiteto paisagista, Gonçalo Ribeiro Teles, é uma obra de arte modernista, ousada e inovadora e uma faceta muito rica, quase desconhecida, dos jardins do Palácio do Marquês de Pombal, em Oeiras.

COMO VISITAR:

Jardins do Palácio do Marquês de Pombal, Oeiras, Portugal

Localizado em: Palácio do Marquês de Pombal
Endereço: Largo Marquês de Pombal Oeiras – Palácio do Marquês de Pombal, 2780 Oeiras
Horário de inverno : todos os dias, 9h-18h

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