Plantas

Luffa: faça as suas esponjas naturais

Cultura da Luffa

Nomes Comuns: Luffa leve, lufa, planta dos esfregões, esponja vegetal, Kiabo chinês, bucha, bucha dos paulistas, bucha dos pescadores, fruta cocta, mamalongo e gombo grande.

Nome científico: Luffa cylindrica ou Luffa aegyptiaca

Origem: Ásia, África tropical e América do Sul.

Família: Curcubitaceas

Características: Plantas trepadoras, que podem alcançar 4,5-7 m de comprimento, com folhas recortadas e largas. Frutos de 2,5-5cm de diâmetro de cor verde-escuro e com 10 riscas que percorrem o fruto no sentido longitudinal. A flor é amarela ou branca.

Polinização: As plantas têm mais flores masculinas que femininas, sendo aconselhável colocar mais de 5 a 6 plantas para obter produção razoável. A polinização é essencialmente feita por abelhas, sendo conveniente a instalação de 1 a 2 colmeias por hectare.

Factos Históricos: Muito populares na China, crescem espontaneamente, sendo muito utilizadas para esfregar o corpo e lavar a loiça. Antes da II Guerra Mundial, eram usadas como filtros dos aparelhos a vapor da marinha dos EUA.

Ciclo Biológico: Anual

Variedades mais cultivadas: Existem algumas variedades comercializadas na China que diferem nas características morfológicas e de adaptação ao clima, mas as mais utilizada são a “Vitoria F1”, “Sprint 440 S”, “Marketmore 76” e “Duscher II” (sendo as 3 ultimas, resistentes ao vírus do mosaico). Parte utilizável: fruto com 30-60 cm de comprimento (maduro), fruto jovem e flores.

Condições Ambientais

Solo: Adapta-se a muitos tipos de solo, mas preferem os de textura franca ou arenosa, profundos e bem drenados com matéria orgânica. O pH óptimo deve ser de 5,5-7,5.

Zona climática: Tropical, Tropical húmida e subtropical.

Temperaturas: óptimas: 25-30º C; Temperatura crítica mínima: 8º C; Temperatura critica máxima: 40º C; Paragem do desenvolvimento: 0º C

Zero da vegetação: 10º C

Exposição Solar: A maioria das variedades só floresce em dias curtos, mas já existem cultivares de dias longos.

Humidade relativa: Óptima 65-80%. Precipitação: 2000-2500 m3/Ha.

Fertilização

Adubação: Estrume de vaca, ovelha, peru ou porco e vermicomposto.

Adubo Verde: Favarola e azevem.

Exigências nutritivas: 2:1:2 + MgO (azoto: fósforo: potássio).

Técnicas de cultivo

Preparação do solo: Lavrar o solo a uma profundidade de 30-40 cm.

Data de plantação/sementeira: Maio-julho.

Tipo de plantação/sementeira: Pode ser feita diretamente ou em tabuleiros, mas convêm colocar de molho 24 horas antes de semear.

Faculdade germinativa (anos): 4-5.

Profundidade: 2-3 cm.

Compasso: 0,3-0,4 x 1,5 m.

Transplantação: Quando tiver cerca de 10 cm.

Rotações: Não plantar/semear depois de plantas do grupo das curcubitaceas (abóboras, melancias e melões). Deixar passar 2 ou 3 anos antes de voltar a plantar a mesma cultura.

Consociações: Milho, couves e alfaces.

Amanhos: Montar uma estrutura com rede (1,5-2 m de altura) para que a planta possa trepar, monda de ervas e sachas. A aplicação de tela de plástico preto ou “mulching” de palha ou folhas de consolda, também é benéfica.

Regas: Localizada por gota-a-gota e mais intensa desde a floração.

Entomologia e patologia vegetal

Pragas: Pulgões, ácaros, mosca branca, Tripes, Nóctuas e nemátodos.

Doenças: Vírus do mosaico da aboborinha, oídio, míldio e podridão cinzenta, murchidão das plântulas.

Acidentes: Muito sensíveis as geadas e frio, mudanças microclimáticas e carências de MgO.

Esponjas de feitas a partir da luffa

Colheita e utilização

Quando colher: Para comer, deve-se colher com 10-15 cm de comprimento, passados 110-160 dias depois da sementeira (setembro-outubro). Se quiser produzir esponjas, deixe o fruto pendurado na planta até a pele ficar dura e o caule amarelo. Depois colha e deixe secar mais algumas semanas num ambiente seco, até o fruto ficar castanho. A seguir retire a epiderme seca e as sementes da polpa, passando por água corrente.

Produção: Cada planta produz 4-15 frutos/ano ou 7500-10.000 frutos/ha/ano.

Valor Nutricional: Rica em vitamina C.

Usos: O principal uso deste vegetal é a produção de esponjas naturais, mas se for colhido muito cedo, pode ser comido como as aboborinhas ou courgettes. A esponja prensada é utilizada na confecção de produtos de banho, praia e limpeza, como luvas de massagem, esfregões, chapéus e sapatos. As flores podem ser utilizadas nas saladas ou fritas.

Medicinal: planta diurética, laxativa e tó.

Fotos: Thinkstock e Pixabay

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