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André Mota, cocriador da Plantome e apresentador do Verdemente

Falámos com André Mota, designer apaixonado por plantas e decoração que nos conta o seu percurso no mundo da jardinagem e o que podemos esperar da nova série, um original do canal Casa e Cozinha. Verdemente terá dez episódios repletos de dicas e soluções fáceis que ajudam a esclarecer todas as dúvidas sobre plantas.

VERDEMENTE Dia 1

Como surgiu esta oportunidade de elaborar e conduzir Verdemente, este novo formato televisivo com um tema tão original?

Durante o ano passado, criei uma rubrica no programa Esta Manhã, da TVI, cujo objetivo era ajudar qualquer um a trazer a Natureza para dentro de casa. Foi muito interessante levar este tema a um programa que chega a muitas pessoas com interesses muito distintos, e senti que resultou muito bem em televisão. Com o passar do tempo, apercebi-me de que o tema das plantas tinha cada vez mais público e capacidade para ter um programa só seu, pensado de raiz. Quando surgiu o convite por parte do Canal Casa e Cozinha, fez tudo sentido e aceitei de imediato! O Verdemente é o primeiro programa dedicado totalmente a este tema e é uma honra fazer parte dele.

Ao longo dos dez episódios, que novas ideias e conhecimentos vai o espectador adquirir para depois experimentar em casa?

O programa é passado numa casa, que podia ser a casa de qualquer um de nós. Começamos por perceber os fatores que influenciam a felicidade das plantas e, com essa base, vamos depois andando pela casa para descobrir como podemos tirar partido de cada divisão e espalhar verde por toda a casa.

Ficamos a conhecer muitos tipos de plantas decorativas, comestíveis, amigas de animais de estimação, árvores, bonsais, trepadeiras, entre muitas outras, e a perceber como integrá-las em cada divisão, desde a sala ao quarto, à cozinha, às varandas, passando ainda pela casa de banho. Por fim, partilho ainda dicas sobre como manter as nossas plantas para que, depois de termos a nossa casa mais verde, consigamos mantê-la saudável e feliz.

Verdemente

A boa experiência de criar a Plantome certamente ajudou a que Verdemente surgisse como um programa de partilha e resposta às muitas dúvidas que há sobre jardinagem. O que tem aprendido com as pessoas que interagem consigo através desta conexão comum que são as plantas?

Criar a Plantome foi, sem dúvida, um marco muito importante na minha vida, tanto a nível profissional como pessoal. Estar ao lado do meu pai neste projeto permitiu-me aprender muito com ele todos os dias, mas surpreendentemente também com as pessoas que nos visitam e que nos seguem nas redes sociais. A comunidade dos amantes de plantas cresce diariamente, e sentir que tenho alguma responsabilidade neste movimento tão bonito é muito gratificante. Curiosamente, apesar de a maioria das dicas que partilho no Verdemente serem baseadas na minha experiência e em livros e estudos que li de forma mais “tradicional”, existem também algumas dicas que aprendi com esta comunidade em momentos de partilha mais informais, e isso é fascinante. Não existe um método exato para cuidar de plantas, e é muito divertido experimentar diferentes truques e perceber aquilo que funciona com as nossas.

Que conselhos dá a quem acha que não tem um “polegar verde” ou se sente de alguma forma desinspirado com as plantas que tem e a jardinagem que pratica? O que podemos mudar no seu espaço para torná-lo mais natural, verde e vivo?

Existem imensas espécies de plantas com necessidades completamente diferentes. Plantas que precisam de muita luz, pouca luz, muita rega,
pouca rega e, se não conhecermos as espécies que temos em casa, é mais difícil percebermos como cuidar de cada uma delas. Por exemplo, ao regar todas as plantas ao mesmo tempo e com a mesma frequência, se calhar estamos a regar demasiado uma espécie, e a regar pouco outra. Conhecer as espécies que temos ou que vamos adquirir é o primeiro passo para saber cuidar delas.

Para quem ainda não tem o tal “polegar verde”, que, atenção, é uma capacidade que se ganha com o tempo e com a experiência, eu aconselho a começar por plantas que precisem de menos manutenção (como a sanseviéria, a zamioculca, ou a Ficus elastica). Se formos pessoas com muito pouco tempo para cuidar das plantas, provavelmente o melhor é escolher sempre plantas deste tipo. Se sentirmos que queremos avançar, podemos passar para o nível seguinte e arriscar em plantas com manutenção um pouco mais complexa e por aí em diante.

Já conheci muitas pessoas que compraram uma planta, a medo e a dizer que achavam que não lhes iria durar muito tempo, e, passado um mês, foram comprar outra planta, porque afinal tinham apanhado o jeito e sentem-se com confiança para expandir o seu jardim. Este processo de descoberta é muito bonito e aproxima-nos da Natureza, que é tão importante nos dias de hoje.

 

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