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Beterraba, uma hortícola deliciosa e saudável

A beterraba (Beta vulgaris) é uma planta da família Chenopodiaceae e é nativa do litoral mediterrânico, tendo sido disseminada pelos romanos aquando da sua expansão, mas já era bastante utilizada pelos gregos que consumiam a totalidade da planta: folhas e raízes. Foram os romanos quem a batizou de beta e os árabes chamavam-lhe selg (tendo passado para o português como celga ou acelga pelas semelhanças das folhas).

Variedades

Embora sejam difíceis de encontrar à venda no mercado, existem variedades de cor branca, dourada ou até com anéis concêntricos de polpa branca e vermelha. O formato habitual é o arredondado, embora existam também algumas variedades achatadas, cilíndricas ou até afuniladas.

Propriedades

A raiz da beterraba é rica em fibras solúveis, que ajudam no funcionamento do aparelho digestivo, e em açúcares de libertação lenta. A betaína funciona como anti-inflamatório e é inclusive utilizada na prevenção de algumas formas de cancro. Como perdem propriedades durante o processo de cozedura, o ideal é consumi-las “nuas e cruas”.

Cuidados de cultivo

A beterraba gosta de um terreno bastante exposto, soalheiro e poroso. Utilize estrume bem curtido ou, em alternativa, uma parcela que tenha sido adubada numa cultura anterior.

As sementeiras devem ter início na primavera (mínimo 7 ºC) e em série até ao verão (duas semanas de intervalo). Semeie em regos superficiais de 1 cm de profundidade e separados por 20 cm. Por terem sementes muito pequenas, é difícil conseguir acertar na quantidade, por isso o melhor é semear finamente e desbastar posteriormente.

Os cuidados de cultivo são poucos. Basta fazerem-se mondas regulares (tendo cuidado para não as ferir durante este processo) e nunca deixar a terra secar demasiado.

Colheita

Puxe a beterraba do chão pelos talos enquanto está pequena e tenra (cerca de sete ou oito semanas após a sementeira) e se conseguir mantenha intata a raiz fina do fundo do globo para evitar que “sangre”. A grande vantagem da beterraba é que pode ficar na terra e ir sendo colhida à medida que é necessária.

A beterraba comporta-se como uma planta bienal, ou seja, apenas cumpre o seu ciclo de vida produzindo flores e sementes no segundo ano de vida. Por isso, se quiser produzir as suas próprias sementes, deixe no local algumas plantas, tendo o cuidado de as proteger durante o inverno, em especial se tiver geadas.

Dica

As suas sementes são de germinação lenta. Pode acelerar este processo se as mergulhar em água (morna a quente) por uma hora.

Sabia que?

Quando é cozida, a beterraba pode “sangrar” e perder muita da sua coloração. Por essa razão aconselha-se a cozinhá-la com casca e com mais ou menos 3-5 cm dos talos. Pode ainda juntar duas colheres de sopa de vinagre à água da cozedura para evitar que descolore. Em alternativa, pode utilizar a betanina (pigmento) resultante da cozedura como corante alimentar.

De comer e chorar por mais

Apesar de ser mais comum consumirmos a sua raiz, fresca ou cozida, em saladas ou em conservas, as suas folhas também são bastante apreciadas. As mais jovens são consumidas em saladas e as outras em salteados de legumes ou em sopas. No verão, juntamos sempre beterraba crua ao nosso gaspacho, o que lhe dá uma cor vibrante e um sabor fantástico!

Fotos: Thinkstock

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