Pragas e Doenças

Esclerotínia: como combater

Esclerotínia

Saiba quais são as principais características desta doença e como combatê-la.

Designações da doença

Esclerotinia, Esclerotina, Podridão do colo (Sclerotinia libertiana; S. sclerotiorum ou S. minor).

Características

Doença provocada por um fungo que gosta de temperaturas entre os 15-20ºC, precipitações de 16-24 horas, humidades altas, terrenos ligeiros e ricos em matéria orgânica. Esta doença pode ser muito grave, não só no período de maturação comercial, mas também quando as condições de transporte não são as adequadas (falta de arejamento e temperaturas altas).

Ciclo biológico

Este fungo, pode sobreviver no solo ou em sementes durante vários anos (6-8), sob a forma de micélio, tendo uma vida saprófita activa. Em condições ambientais favoráveis e com plantas receptivas, volta a atacar e provocar estragos a partir dos ascósporos. O que pode acontecer é que as folhas mais velhas formam, em contacto com o solo, câmaras húmidas muito favoráveis a esta infecção, que se inicia na zona do colo ou na coroa radicular, que em poucos dias dá origem a decomposição mole dos tecidos.

Plantas mais sensíveis

Alface, chicória, escarola e endívias. Também se podem verificar infeções nos tomates, cenoura, aipo, girassol, pepino, melão e feijão.

Danos/sintomas

Murchidão das folhas que se pode observar em qualquer estado de desenvolvimento da planta, mas é um pouco antes da colheita, que se observam os ataques mais intensos. As folhas a partir das mais externas, amarelecem, murcham e secam. Nas raízes e colo, podemos observar uma infeção de cor branca (micélio) com massas globosas que inicialmente são cinzentas e moles, que se tornam negras e coriáceas (escleróticos até 1 cm de diâmetro).

Combate biológico

Prevenção/aspetos agronómicos

Se possível utilizar variedades mais tolerantes ou resistentes (ex: Great Lakes 54); métodos de condução arejados; Controlar os adubos azotados; Eliminar todas as plantas infectadas não deixando nenhum resto no terreno; Fazer uma rotação de 4 ou 5 anos; evitar plantar alfaces no outono e primavera (períodos mais críticos); aplicar a técnica da solarização; Aplicar a técnica da biofumigação, com matérias orgânicas (5 Kg m²) não decompostas e regar, deixar actuar durante duas semanas.

Foto: Pedro Rau

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