Hortícolas e Frutícolas

Pessegueiros: fonte de vitaminas e minerais

Os pêssegos são ricos em vitamina A, vitamina C, ácido fólico e também ferro e potássio. As folhas são também usadas, com suaves efeitos calmantes e laxantes.

Os pessegueiros (prunus persica) são árvores pequenas árvores de folha caduca, originárias da China e do Sul da Ásia, que foram sendo trazidas para a Europa via Médio Oriente, nomeadamente a partir da Pérsia (actual Irão) daí o seu nome científico. Já na Roma antiga os pêssegos eram apreciados, conhecidos como maçã da Pérsia (malus persica).

Do mesmo género fazem parte as ameixoeiras, as amendoeiras, as cerejeiras e os damasqueiros. O género prunus é pois constituído por drupas carnudas, com um caroço só. A variedade prunus persica var. nucipersica não tem pilosidade, é conhecida como pêssego-careca ou nectarina. Esta variedade é mais rica em vitamina A e em ferro do que os outros pêssegos, mas também mais frágil no cultivo no nosso país.

Cultivo e colheita

Em Portugal o pessegueiro adapta-se às zonas de clima sem geadas fortes ou tardias que podem comprometer a floração, mas necessita também de horas de frio em número suficiente para garantir o desenvolvimento das flores. A plantação deve ser efectuada com árvores já enxertadas com a variedade desejada. Algumas das mais cultivadas são a ‘Starcrest’, ‘Red Robin’, ‘Suncrest’, ‘Miraflores’, ‘Longarela’, ‘Cardinal’, ‘Royal Gold’, etc.

A época de colheita dos pêssegos é muito curta e são uma fruta que acaba por estragar-se com facilidade. Geralmente a colheita de cada árvore apenas se efectua num só mês, geralmente entre Junho e Setembro, consoante a variedade. O seu cultivo é ideal em climas temperados, com estações bem definidas.

Como os pessegueiros são quase sempre Auto férteis, uma ou duas árvores num quintal podem abastecer uma família média. Os pessegueiros beneficiam da incorporação de composto no solo, bem como da aplicação de estrumes bem curtidos de ovelha e de vaca. Também beneficiam com adubos verdes, nomeadamente leguminosas.

Pessegueiro em flor

Manutenção

A manutenção inclui monda, poda e combate a pragas. A condução do pêssego é geralmente feita em forma de taça. A poda deve privilegiar a condução da árvore em vaso, para ter um bom arejamento, mas também para aumentar a produção de frutos. De igual modo, a monda das frutas permite obter melhores e maiores frutos. Devemos ter cuidado para não ferir os pessegueiros, pois como outras árvores do mesmo género são muito susceptíveis à gomose.

Em geral as árvores necessitam entre 600 a mil horas de frio, mas têm sido desenvolvidas variedades que requerem apenas 250 horas, resistentes a climas mais quentes. Para a floração, que é precoce, é necessária uma Primavera suave, sem geadas que possam danificar as flores e colocar em perigo a produção. Já o Verão deve ser quente, para facilitar o amadurecimento dos frutos e o seu sabor. As regas devem efetuar-se nos meses mais secos do ano, especialmente através de gota-a-gota para melhorar a eficiência do uso da água.

Propriedades e usos

Os pêssegos são ricos em vitamina A, vitamina C, ácido fólico e também ferro e potássio. São bastantes vezes consumidos em fresco, e muito apreciados, mas também são consumidos cada vez mais conservados em lata, secos e sob a forma de compotas. Na indústria alimentar são usados em bolos, bolachas, doces, compotas, néctares e sumos. As folhas são também usadas, com suaves efeitos calmantes e laxantes.

Pessegueiro

Pragas e doenças

Os pessegueiros são árvores propícias a algumas pragas e doenças que muitas vezes prejudicam gravemente as colheitas. A gomose é uma doença que afeta bastante o género prunus, e o pessegueiro não é exceção. Causada por um fungo a gomose caracteriza-se por lesões no tronco que exsudam goma e que podem evoluir para cancros fatais da árvore. É importante por isso evitar arames, ferros, e práticas que causem feridas no tronco.

Outras doenças são a lepra, a moniliose, o cancro e o oídio, provocadas por fungos e bactérias. Pulverização com sulfato de cobre é um bom preventivo destas doenças. Quanto às pragas as principais são os aranhiços-vermelhos, a mosca-da-fruta e o pulgão verde-do-pessegueiro. A mosca pode ser atraída por armadilhas caseiras com água açucarada ou água de bacalhau e as outras duas combatidas com saponária.

FICHA TÉCNICA DOS PESSEGUEIROS
(PRUNUS PERSICA):

  1. Origem: China e Sul da Ásia. Altura: Entre 5 a 6 metros.
  2. Propagação: Geralmente estaquia.
  3. Plantio: Inverno e início da primavera. Solo: Solos profundos, férteis e bem drenados com pH entre 6,5 e 7.
  4. Clima: Temperado com estações bem vincadas.
  5. Exposição: Sol, ou meia-sombra.
  6. Colheita: Verão.
  7. Manutenção: Poda, mondas, regas.

Foto: Pixabay

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