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Cochonilha vírgula das fruteiras

Saiba quais são as principais características desta praga e como combatê-la.

Praga

Cochonilha virgula das fruteiras (Lepidosaphes ulmi (Linnaeus))

Características

É um inseto com a forma de um mexilhão ou de uma virgula, de cor castanha-creme ou castanho-escuro. A fêmea é de cor branca, encontra-se protegida pelo “escudo” e mede 1,83,5 mm de comprimento.

Ciclo Biológico

Vivem sempre em grupo nos ramos jovens e nas folhas, junto à nervura principal e tem apenas uma geração por ano. A fêmea é fecundada nos meses de junho a setembro, colocando cerca de 60 a 80 ovos. Estes só se vão desenvolver, no ano seguinte, ficando protegidos pelo seu “escudo”. São de cor branca e vão eclodir na primavera, dando origem a larvas de cor branco-amarelada.

Plantas mais sensíveis

Ataca mais as macieiras e cerejeiras, mas também pode ser visto nas videiras, pereiras, nogueiras, castanheiros, oliveiras e em algumas árvores florestais.

Danos

As cochonilhas, cobrem com os escudos, folhas e ramos e com as suas picadas, vão enfraquecendo a árvore, provocando desfoliação e redução da produção. Os ramos também podem secar, se ficarem cobertos com escudos e os frutos deformam-se e perdem qualidade.

Combate biológico

Prevenção/aspectos Agronómicos

Realizar podas no sentido de favorecer a luz e a circulação de ar no interior da copa; cortar (no inverno) os ramos e folhas onde a praga esteja em grande quantidade; reduzir a adubação azotada.

Luta química biológica

A pulverização com óleos de verão desencoraja a postura de ovos e deve ser feita em toda a árvore, no inverno e no princípio da primavera; A aplicação de “Neem” (substância de origem natural), tem uma ação repelente sobre esta praga; Fazer uma solução de sabão de potássio e álcool e pulverizar as cochonilhas, retirando-as mais tarde com um pano. Deve realizar estes tratamentos a partir de maio.

Luta biológica

As joaninhas do género Chilocorus bipustulatus, C.nigritus, Lindorus lophanthae e Exochomus quadripustulatus são activos predadores das larvas. Existem ainda Aphytis mytilaspidis, Aphytis lepidosaphes, Aphytis proclia e Apterencyrtus micrographagus, Physcus testaceus, Anabrolepis zetterstedti e Azotus chionaspidis e o ácaro Hemisarcoptes malus que destrói ovos e adultos.

Foto: Pedro Rau

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