Pragas e Doenças

Botrítis da fava

Botritis fava

Botritis da fava

Nome Comum: Botrítis da fava, podridão cinzenta, mancha alaranjada ou chocolate spot.

Nome Científico: Botrytis fabae Sardiña. e B cinerea.

Características: Esta doença é provocada por um fungo parasita. Forma conidióforos pequenos e compactos (< 1 mm) que normalmente não são encontrados em campo.

Ciclo biológico: O fungo inverna nos caules de favas secas, na forma de “esclerócio”, que se pode encontrar no estado saprófito, até que surjam as condições para se multiplicar e infetar as faveiras na forma de conídios. A doença estende-se dentro de uma parcela para outra por conídios que podem ser transportados pelo vento para largas distâncias. Na primavera e no outono, as características de temperatura (ótimo 15-20ºC) e a elevada humidade relativa (85-95%) são favoráveis ao desenvolvimento desta doença; em apenas 12 horas a planta fica infetada e as primeiras lesões aparecem em 48 horas. A coexistência de períodos de frio e chuva favorece o aparecimento deste fungo que pode dispersar-se pelo vento e água da rega e das chuvas.

Plantas mais sensíveis: Faveira

Danos/sintomas:

Todos os órgãos aéreos da planta são atacado especialmente as folhas. A infeção começa a manifestar-se nas vagens, devido ao contágio das flores, e propaga-se depois ao resto da planta. Verifica-se inicialmente a existência de pequenas manchas (5 mm de diâmetro), mais ou menos circulares, castanhas da cor do chocolate e ligeiramente acinzentadas, que tendem a expandir-se até chegar a dimensões de 0,7-1 cm de comprimento, com uma coloração mais clara no centro. Num estado avançado, verifica-se a necrose dos tecidos infetados com perda de folhas e da sua vitalidade até à morte da planta.

Botritis da fava

Botritis da fava

Prevenção/aspetos agronómicos:

Utilizar variedades mais tolerantes ou resistentes.

Métodos de condução arejados, compasso mais largo (40 x 80 cm), facilitando a ventilação.

Controlar os adubos azotados e manter a planta bem nutrida, especialmente em fosforo.

Aplicar a técnica do empalhamento ou mulching (cobertura do solo).

Utilizar sementes sãs (desinfetar a semente) e armazenar sempre em locais arejados.

Fazer rotação de culturas. Não plantar a faveira no terreno infetado durante pelo menos 4-5 anos.

Eliminar todas as plantas infetadas não deixando nenhum resto no terreno.

O terreno deve ter uma boa drenagem.

Luta química biológica

Utilizar preparados com cavalinha e alho.

Utilizar substâncias estimulantes à base de fungos (Gliocladium sp, Trichoderma sp) ou bactérias antagonistas, como Bacillus subtilis e Streptomyces griseoviridis.

Existem fungicidas para o combate desta doença, mas não são homologados para a agricultura biológica, apenas para a proteção integrada.

 

Texto e fotografias: Pedro Rau

 

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