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A arte de viver devagar na nova coleção IKEA

Estamos no cinema São Jorge, na Avenida da Liberdade, em Lisboa, e o cenário é diferente do habitual. Uma sala de estar, completamente mobilada, preenche o átrio e atrai olhares curiosos dos cinéfilos que passam.

Trata-se de uma das propostas da nova coleção Stockholm, da IKEA, que foi apresentada ontem, dia 19 de abril, no emblemático cinema. “O São Jorge é um espaço icónico de Lisboa e esta é uma coleção icónica, que foi lançada pela primeira vez em 1984”, conta-nos Marta Carvalho, da equipa de marketing da marca sueca. A mobília, que decora o primeiro e segundo pisos do cinema, por lá ficará temporariamente. O objetivo é trazer “a sensação de tranquilidade, própria da coleção Stockholm, para o dia-a-dia das pessoas”, acrescenta Cláudia Domingues, diretora de comunicação da IKEA Portugal.

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Abrandar o ritmo

Viver devagar é uma das expressões-chave no conceito desta coleção. Ao todo, são 47 peças – desde sofás, pufes e um cadeirão a mesas de centro, jarras e almofadas – inspiradas no conceito de slow living, na natureza sueca e no modo de produção artesanal.

“Hoje o mundo parece andar muito depressa, (…) a um ritmo mais rápido do que nunca. A nova coleção apresenta e celebra o oposto a este mundo acelerado — a qualidade e os valores que resultam de abrandar o ritmo e de viver a vida”, disse a marca em comunicado de imprensa.

A natureza foi uma das grandes inspirações para a coleção. “Os designers desenvolveram duas orientações: uma à base de tons azuis e outra à base de tons vermelhos. A primeira remete para o mar, o céu, o gelo, a água. A segunda remete para um pôr-do sol incandescente”, diz-nos Marta Cunha, responsável de design de interiores da IKEA Portugal. A designer destaca ainda “a madeira clara” e “os materiais táteis com uma sensação suave e macia, para ajudar a criar o ambiente de casa e aconchego. Estes materiais têm texturas diferentes que funcionam bem em combinação, como a rota, o veludo, o vidro soprado artesanalmente, tapetes em tecelagem e (…) madeira bonita como o freixo.”

Foco no artesanal

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Artesão a trabalhar um cadeirão de rota.

A “dualidade da vida contemporânea e as raízes artesanais“, como refere Marta Cunha, reflete-se no design da coleção Stockholm. Há uma “conjugação entre materiais contemporâneos e materiais artesanais, sensoriais”. A rota, que é usada numa poltrona ou numa mesa de centro, “é um material que nos deixou muito entusiasmados. De tal modo que um dos nossos designers [Nike Karlsson], viajou até à fábrica na Indonésia para colaborar com os artesãos locais”, como refere a marca.

Este foco na produção artesanal reflete os desejos de muitos consumidores da marca. A IKEA fez um inquérito em cinco países – China, EUA, Itália, Suécia e Alemanha –  e descobriu que 34% das pessoas acha que os produtos feitos à mão têm uma qualidade elevada. Outros 41% querem saber onde são fabricados os produtos que compram.

Os materiais da coleção Stockholm são mais nobres, como a lã, o freixo ou o vidro soprado. Como refere a IKEA, “na Suécia, o vidro soprado artesanalmente faz parte da nossa herança. Na coleção, temos o orgulho de ter uma seleção de garrafas de mesa, tigelas e travessas”. Os preços refletem este foco na qualidade, sendo um pouco mais elevados, mas também garantem, segundo a IKEA, “uma maior atenção aos detalhes”.

Fotos: IKEA, Sara Sousa

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