Jardins

Paço de Oca: um jardim tipicamente atlântico em Galiza

Como a maioria dos paços galegos, o de Oca foi no início um castelo-fortaleza que no séc. XVIII se converteu em residência apalaçada, rodeada de jardins barrocos. Estes magníficos espaços verdes, salpicados por lagos, forma hoje um conjunto arquitetónico-paisagístico de características únicas.

Orlas baixas: Na entrada, destacam-se os parterres de buxo (Buxus sempervirens), que lhe conferem aspecto formal e cuidado. A palmeira alta junto à edificação é uma Trachycarpus fortunei

A sua estrutura organiza-se a partir de uma ampla entrada principal que atravessa o vestíbulo da casa, situado na faixa meridional, e abre passagem para o jardim. Em frente, em primeiro lugar, encontra-se o jardim quadrado a cujo centro preside uma fonte do séc. XVIII, amparada por uma densa massa de buxos talhados em forma de bola.

Ponte separadora: Uma larga ponte de pedra com balaústres e uma pérgola coberta por uma parra separa os lagos. O maior está rodeado por um muro de pedra, repleto de hortênsias.

A partir daqui, cruzando um arco baixo situado num edifício lateral, acede-se ao jardim interior, que se caracteriza por contar com dois lagos e hortênsias. Uma larga ponte de pedra com balaústres separa ambos os jardins. No centro, destaca-se um barco em pedra, uma reprodução de um navio de guerra.

Hortênsias azuís e brancas: O clima favorece as hortênsias (Hydrangea macrophylla e petiolaris), que não requerem mais que a eliminação das cabeças murchas

Planta altas

Ambos os espelhos de água se encontram demarcadas por largas avenidas delineadas por tílias cobertas de buxos. Também se destacam camélias, eucaliptos e magnólias. O clima temperado gerou o amadurecimento de uma vegetação exuberante, típica da zona, rododendros, azáleas, medronheiros e variedades de roseiras.

Algumas ideias

1- Desenhos com buxo

O terraço mais elevado do jardim exibe originas desenhos heráldicos criados a partir de buxos (Buxus sempervirens). Trata-se do arbusto que melhor aceita a poda escultórica.

2- Alpendre-refúgio

Com buxo também se criou um labirinto decorativo. De ambos os lados dos parterres colocaram-se os alpendres com cobertura de telha de barro, perfeitos refúgios para os dias de chuva.

3- Em sol-sombra

A gunera (Gunnera manicata) é a perene que tem as folhas maiores. Cresce nos solos húmidos e melhor à sombra, como aqui, coberta pelas pétalas de uma camélia.

4- Jarros sempre húmidos

Os jarros (Zantedeschia aethiopica) gostam tanto de humidade que a sua melhor localização é ao lado de uma fonte, ao Sol/sombra.

5- Água não falta

O clima atlântico também se caracteriza pela abundância de água. Aqui, tem uma fonte em pedra, que nasce num muro decorado com musgo e que cai sobre uma pia.

Fotos: Bojstad/Mencos

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