Plantas Ornamentais

As dúvidas mais frequentes sobre Cymbidium

Cymbidium Wallacia, um híbrido de flores grandes e de cores fabulosas.

 

Podemos cultivar os Cymbidium no exterior em qualquer região de Portugal?

Não é uma resposta simples. O clima e, principalmente, as temperaturas são muito diferentes em algumas zonas do nosso País. No Norte e, especialmente, no interior, há regiões de invernos muito rigorosos, de queda de neve e de muita geada. Também mais no interior, os verões podem ser terrivelmente quentes. Há alguns Cymbidium que sobrevivem a esses extremos e outros não. A temperatura poderá ser um inimigo letal, mas as chuvas prolongadas, as geadas e a queda de neve são também fatores condicionantes para a sobrevivência dos Cymbidium no exterior, como também são, por exemplo, as secas prolongadas ou a exposição solar nos meses mais quentes. Assim, posso afirmar que os Cymbidium podem ser cultivados no exterior desde que protegidos.

Numa estufa, mesmo sem aquecimento, protegidos por um telheiro ou algo que impeça que sejam molhados em cada queda de chuva, granizo ou neve, que fiquem à mercê das geadas. Por vezes, basta uma rede de sombra, um toldo ou uma árvore frondosa de folha perene, que, no verão, também protegem do excesso de luminosidade. Temos de estar também atentos com as regas, a humidade e a circulação do ar. Quando as temperaturas baixam consideravelmente, as regas devem ser praticamente suspensas e, quando está demasiado quente, os efeitos das altas temperaturas são amenizados pelo aumento das regas, da humidade do ar e da colocação das plantas num lugar mais sombrio e bem arejado.

Quando compro um Cymbidium, posso mudar logo de vaso?

Depende do estado da planta. Se a planta que comprou estiver em flor, espere que a floração termine. Depois poderá mudar a planta para um substrato mais adequado ao cultivo na sua zona. As plantas que compramos nos centros de jardinagem provêm quase todas de estufas e, por vezes, são cultivadas em condições ótimas e em substratos que nas nossas casas se revelam impróprios por termos condições diferentes dessas estufas. Para um Cymbidium, o substrato é relativamente simples: uma mistura de 50% de casca de pinheiro de tamanho médio (própria para jardinagem) com 50% de mistura comercial para orquídeas. Se quisermos ser mais exatos, podemos usar fibra de coco grada, turfa, leca e pedaços de carvão, mas uma mistura já preparada é igualmente boa.

Outro erro nos reenvasamentos é a mudança para um vaso muito maior do que aquele onde a planta estava. Os Cymbidium não gostam de estar à larga em vasos enormes. Sejam vasos de plástico, de barro ou cestos, devemos usar tamanhos só um pouco maiores do que o tamanho das raízes.

Cymbidium Mary Green ‘Spring Wind’ com duas bonitas hastes florais pendentes.

Devo fertilizar os meus Cymbidium?

Claro que sim. Passado algum tempo, o substrato fica deficiente de nutrientes. Assim, é necessário oferecer à planta o alimento que precisa para crescer saudável e produzir boas florações. Existem vários tipos de fertilizantes. Deve-se usar fertilizantes de origem química, em estado líquido ou sólido, diluídos na água de rega. No caso dos Cymbidium, existem também no mercado fertilizantes em granulado de libertação lenta, muito práticos porque só precisam de ser administrados duas ou três vezes por ano. Se for um fertilizante diluído na água de rega, deve ser utilizado em regas alternadas (rega sim, rega não) ou em todas as regas, numa dose mais fraca. O fertilizante pode ser administrado nas raízes ou folhas onde também é absorvido.

Quais as doenças mais comuns dos Cymbidium?

O problema mais grave são as pestes que atacam as plantas deixando-as enfraquecidas e que, não sendo tratadas a tempo, podem mesmo morrer. Pequenos insetos, como afídios, cochonilhas, mosca-branca, ácaros e tantos outros atacam a planta devorando-a, picando-a ou sugando-lhe a seiva. A planta é lentamente desprovida de energia e as feridas, que parecem minúsculas aos nossos olhos, são portas abertas para a entrada de bactérias e fungos que são mais difíceis de identificar e tratar e assim perde-se a planta em pouco tempo.

Outras pestes, de maior tamanho, como caracóis, lesmas, lagartas, escaravelhos, gafanhotos e outros tantos podem devorar uma planta ou uma haste floral em poucos dias ou até horas. A chave para o sucesso é observar a planta, desconfiar de uma folha mais amarela, de um buraco na folha ou uma mancha e ter sempre um inseticida e um fungicida para plantas à mão. Qualquer doença ou ataque, se for combatido no início, é muito mais fácil de superar.

Fotos: José Santos

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