Hortícolas e Frutícolas

As três irmãs indispensáveis na horta

Ao cultivo em consórcio do milho, do feijão e da abóbora, tradicional nas sociedades agrícolas nativo-americanas, dá-se o nome poético de” às três irmãs”, mas nada tem de lírico, pois traz inúmeros benefícios, não só para a cultura em si, mas também para o próprio ser humano.

Isto porque faculta uma dieta equilibrada, na qual os três alimentos se complementam em termos nutricionais: o milho fornece hidratos de carbono em abundância; o feijão é rico em proteínas, compensando os baixos níveis de aminoácidos essenciais do milho; e a abóbora é fonte de fibras e vitaminas, e suas sementes são ricas em óleos.

Plantação de milho.

O milho

Provê um suporte natural para o feijão, que é uma planta trepadora.

Plantação de feijão.

O feijão

Fixa o nitrogénio no solo, melhorando assim a sua fertilidade (na realidade, quem realiza este serviço são bactérias fixadoras de nitrogénio atmosférico que se encontram nos nódulos das raízes de algumas leguminosas como o feijão e também pode ajudar a estabilizar o milho, tornando-o menos vulnerável a ser derrubado por ventos fortes).

Plantação de abóbora.

A abóbora

Planta rasteira, de folhas largas, forma uma cobertura verde que inibe o crescimento de plantas espontâneas e erosão, e contribui para um microclima que diminui a evapotranspiração e o consequente ressecar do solo. As grandes quantidades de resíduos pós-colheita deste consórcio podem ser deixados sobre o solo ou incorporados nele, aumentando os seus teores de matéria orgânica e estrutura.

Atenção

Já reparou que todos estes benefícios – e as suas consequências ecoculturais – emergem de apenas três sementes (quatro para ser preciso, se contarmos o zigoto – a semente Homo sapiens), num sistema de cultivo relativamente simples, mas que na sua simplicidade é arrojado, prático e de carácter sustentável, contribuindo simultaneamente para uma dieta saudável das populações humanas e para a fertilidade do solo que nutre as plantas, cumprindo-se assim um fechar de círculo natural, produtivo e cultural?

Fotos: Thinkstock

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