Plantas Ornamentais

10 perguntas frequentes sobre Phalaenopsis

Phalaenopsis Mini Mark.

1. São plantas de interior?

Sim, no nosso País, são consideradas orquídeas de interior, por não sobreviverem às temperaturas baixas que temos durante o inverno. No entanto, na primavera e verão, quando as temperaturas mínimas não baixarem além dos 16 graus centígrados, elas podem ser colocadas no exterior.

2. Quais os melhores locais para as cultivar?

Além de temperaturas amenas, elas precisam de luz brilhante, sem sol direto. Assim, qualquer local arejado, com boa luz e onde o sol não bata nas horas de maior calor é o ideal. Para as proteger do sol, uma cortina ou uma rede de sombra é sufi ciente.

3. Por que é que se usam vasos transparentes?

Na natureza, as Phalaenopsis crescem agarradas a troncos ou ramos de árvores. As suas raízes ficam pendentes ou espalham-se pela superfície dos troncos que lhes servem de suporte. Com as raízes expostas à luz, estas evoluíram e ganharam cloroplastos, que fazem a fotossíntese como os cloroplastos presentes nas folhas. Assim as Phalaenopsis beneficiam se receberem luminosidade nas raízes e nós também conseguimos controlar melhor a quantidade de água no interior dos vasos.

4. Posso mudar a minha Phalaenopsis para um vaso maior?

Como muitas outras orquídeas, as Phalaenopsis florescem mais se tiverem as raízes apertadas no vaso. Devemos substituir o substrato a cada dois anos, pois este deteriora-se rapidamente, mas nem sempre é necessário mudar para um vaso maior. Se tiver de o fazer, faça-o assim que terminar a floração.

5. Qual o melhor substrato para Phalaenopsis?

Não sendo plantas terrestres, o melhor substrato é uma mistura de casca de pinheiro média (pedaços com 1-2cm) com fibra de coco ou turfa e alguma leca, carvão ou mesmo pequenos pedaços de cortiça em partes iguais. Com esta mistura, estas orquídeas conseguem reter a água sufi ciente nas suas raízes grossas, mas os materiais mencionados asseguram uma boa drenagem e evitam que se acumule água em excesso no interior do vaso.

Phalaenopsis

Híbrido de Phalaenopsis.

6. Como se regam estas orquídeas?

Dependendo da estação do ano, nas épocas mais quentes, regam-se uma ou duas vezes por semana despejando um ou dois copos de água por vaso e deixando escorrer bem. Podemos também mergulhar o vaso num recipiente com água e, depois de dez minutos, escorrer bem, deixando sair o excesso de água. Nos meses mais frios, rega-se da mesma forma, mas com menos água e menor frequência (uma vez por semana). Atenção que, em casas aquecidas, podemos ter de continuar a regar da mesma maneira, apesar de ser inverno. A melhor água  é da chuva, mas não as mata se regar com água  da torneira. Deve regar sempre de manhã, para  que o excesso de água possa evaporar durante  o dia. Atenção, o excesso de água pode ser fatal, provocando o apodrecimento das raízes e a morte da planta.

7. É necessário fertilizar?

Sim, como qualquer planta que vive limitada num pequeno espaço, deverá alimenta-la com um fertilizante próprio para orquídeas, liquido ou em pó, dissolvido na água de rega. Normalmente fertilizamos em regas alternadas. Uma rega com fertilizante e outra só com água.

8. Qual a época de floração das Phalaenopsis?

As Phalaenopsis são estimuladas a florir pelo aumento das temperaturas e luminosidade  na primavera nessa estação, mas, hoje em dia,  os híbridos podem florir em qualquer estação, ficando com flores durante meses e, muitas vezes, lançando novas hastes mais do que uma vez por ano.

9. O que fazer quando as flores caem?

A planta inicia o crescimento de novas folhas após a floração. Quando as flores começam a secar, devemos cortar a haste rente à planta, mesmo  que continue verde. Algumas pessoas cortam a haste a meio deixando dois ou três nódulos, para forçar a planta a florir de novo. Se a planta estiver forte, podem ter sucesso mas como com qualquer procedimento contranatura, podemos enfraquecer demasiado  e mesmo perder a planta. Conhecem o ditado “Quem tudo quer tudo perde”?

10. Que doenças atacam as Phalaenopsis?

Pestes como piolho, ácaros e cochonilha podem atacar estas orquídeas, especialmente nos meses mais quentes e húmidos. Muitos ataques são seguidos do aparecimento de fungos (estar atento a folhas pegajosas e manchas escuras). Para estes, devemos manter a planta limpa, arejada e aplicar um inseticida e/ou fungicida sistémico. Se a planta for exposta ao sol forte, pode ficar queimada  e, logo, bastante fragilizada. Mas a principal razão da morte das orquídeas é sempre o excesso de rega nas raízes. Há que ter cuidado.

Fotos: José Santos

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